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Destruction: esclarecimento sobre fãs retirados do show

COMUNICADO NEGRI CONCERTS AOS FÃS DO DESTRUCTION

Fonte: Whiplash.net

A Negri Concerts vem por meio deste comunicado esclarecer alguns incidentes ocorridos durante a apresentação da banda alemã Destruction, que aconteceu no último sábado, 27 de agosto, no Carioca Club em São Paulo.

SOBRE A PRÁTICA DE CROWDING SURFING

Entendemos que essa é uma prática comum e corriqueira ao redor do mundo, no entanto, o que a produção passou a presenciar após algumas músicas foi um número considerável de pessoas se machucando e sendo arremessadas na frente do palco. A equipe de seguranças do Carioca Club recebe instruções da casa para que pessoas que criem algum tipo de tumulto sejam retiradas da casa de espetáculos. No caso dos shows da Negri Concerts, a equipe é instruída de acordo com as instruções recebidas pelos chefes de segurança das bandas com as quais trabalhamos. A banda não nos orientou a permitir o crowding surfing e não nos passou nenhum tipo de pedido específico em relação aos que causaram tumulto. Alguns foram retirados porque não queriam sair da frente do palco, outros tiveram ferimentos (alguns inclusive RECUSARAM SOCORRO MÉDICO e apresentavam cortes por conta da queda).

Algumas pessoas foram obrigadas a assinarem um termo de responsabilidade porque, além de resistirem a tratamento médico (alguns fãs estavam extremamente alcoolizados), foram agressivos com quem lhes prestou socorro.

Fãs que conversaram com a produção artística foram orientados a NÃO MAIS PRATICAR CROWDING SURFING e chegaram a ser devolvidos à pista, mas os mais agressivos que se recusaram a receber orientações, a própria casa de espetáculos VETOU a entrada dos mesmos novamente.

Gostaríamos de deixar claro que, em nenhum momento a Negri Concerts e o Carioca Club foram negligentes no que tange orientação, prestação de socorro e segurança dos fãs no local. O crowding surfing é uma prática perigosa, que pode machucar pessoas que NÃO ESTÃO PARTICIPANDO da brincadeira. A equipe de segurança do Carioca Club ficou IMPOSSIBILLITADA de “aparar” os fãs que iam em direção à barricada, uma vez que os mesmos eram constantemente ARREMESSADOS. Em uma das ocasiões, uma pessoa de nossa produção foi atingida e bateu com o rosto no palco.

Gostaríamos de evitar novas polêmicas pedindo aos fãs para que, nos próximos shows, tenham bom senso e saibam em quais momentos esse tipo de brincadeira pode ser feito, sem violência, sem arremessar seus companheiros e amigos em direção ao palco e sem ferir aqueles que não desejam participar. Um show é um evento compartilhado por muitas pessoas e deve-se sempre avaliar o risco corrido nesse tipo de situação.

Agradecemos a compreensão de todos e aos fãs pelo grande público presente.

Por: Heavy Nation às 01h09 AM

DESTRUCTION: Show em São Paulo fez jus ao nome da banda!

Por Julio Feriato/Fotos: Fernanda Lira

A noite de 27 de agosto foi uma data muito aguardada pelos fãs da banda alemã DESTRUCTION, afinal de contas, o grupo cancelou sua turnê que faria pelo país em abril; mas prometeram se redimir quando retornassem. E assim foi feito!

Mas antes de tecer qualquer comentário sobre a ótima apresentação do trio alemão, não há como não mencionar a banda de abertura, o Red Front. Esses paulistanos tem apenas um CD embaixo do braço e estão se destacando cada vez mais na cena de São Paulo devido suas performances sempre enérgicas e empolgantes. O thrash metal calcado em bandas como Sepultura e Slayer, e com algumas pitadas de hardcore, aqueceu o pequeno público que começava a se aglomerar em frente ao palco. Junte isso ao carisma dos integrantes e você saberá o porquê deles terem sido tão bem aceitos pelos presentes. Mas um toque: a banda precisa amadurecer em alguns pontos, como por exemplo, no discurso "headbanger não pede por favor, headbanger já entra dando bordoada". Não é bem assim, meus caros! São atitudes como essa que ajudam ainda mais enraizar a idéia de que os fãs de heavy metal são uns trogloditas das cavernas (e infelizmente, essa é uma imagem que a própria equipe do Carioca Club demonstrou ter sobre os metalheads nesta noite, mas isso irei comentar mais à frente). De qualquer modo, o Red Front é uma banda que ainda vai detonar muito por aí, capacidade e atitude para tal eles tem.


Depois da ótima apresentação do Red Front, a pista que inicialmente estava com um publico pequeno, aos poucos começou a encher. E, quando as cortinas do palco começaram a se abrir ao som da introdução do clássico "Curse the Gods", a casa ja se encontrava cheia de headbangers famintos pelo show dos alemães. Todos gritavam o nome da banda, e aos primeiros acordes da guitarra de Mike Sifringer, o publico literalmente ja estava se matando em frente ao palco. O que se viu foi um verdadeiro pandemônio de pessoas ensandecidas ao som do Destruction. Literalmente, todos cantavam o refrão não somente desta música, mas de quase todas do repertório apresentado. Imediatamente emendam com "Mad Butcher", e Schmier (vocalista e baixista) fazia gestos com as mãos para que abrissem uma roda no meio da pista. Todos obedeceram de prontidão. Alguns problemas técnicos com um dos microfones deixaram Schmier nitidamente irritado, tanto que vez ou outra ele reclamava algo à um dos roadies que lá estava.


"Armaggedonizer", uma das faixas mais fortes do novo álbum, aumentou ainda mais a empolgação da plateia, assim como "Hate is my Fuel" (também do novo trabalho). Schmier, que com certeza não ficou alheio, as vezes arriscava dizer alguma coisa em português: "vocês são foda!". E, para atiçar ainda mais, comentou que a plateia no Chile era uma das melhores do mundo e pediu para que os brasileiros os superassem neste show. Ele realmente não sabia no que estava se metendo! Uma roda ainda maior do que aquela primeira foi aberta, e ainda, vários se arriscaram no "crowd surfing" (quando alguém é levantado pelo público e parece estar surfando sobre as cabeças das pessoas), e a maioria deles sempre caia no fosso de fotógrafos em frente ao palco, deixando os seguranças da casa visivelmente irritados.


Praticamente nenhuma fase da banda foi esquecida, executaram todos os clássicos obrigatórios como "Life Without Sense", "Thrash Till Death", "Nailed to the Cross" (um dos pontos altos da noite, com refrão cantado em uníssomo), entre outros que nem preciso citar (já que sinceramente, é uma tremenda chatice sempre falar a mesma coisa citando todas as músicas). Fecharam a noite com as sapatadas "Total Desaster" e "The Butcher Strikes Back".

Com certeza foi uma noite memorável! O som estava perfeito (muito diferente do Testament, que se apresentou no mesmo local uma semana antes, e que o som estava sofrível) e o trio não escondeu sua satisfação com o publico brasileiro.


Infelizmente, nem tudo foi perfeito. Como eu comentei acima, a equipe de seguranças do Carioca Club (ou talvez, a própria administração da casa) simplesmente não esta preparada para receber os PAGANTES de um show de heavy metal. O total descaso com o publico já começa na hora de entrar no local e onde todos tem que passar por aquela revista básica. Tudo bem que as medidas de segurança tem que ser adotadas à rigor, mas neste caso nem os jornalistas escapam de certos constrangimentos, como por exemplo, ter que abrir suas mochilas e colocar para fora todo seu equipamento para que os trogloditas tenham certeza de que ninguém esta entrando com algo "errado". Isso é um descaso total com os profissionais que estão lá a TRABALHO, no intuito de fazer a melhor cobertura possível. Em lugares como Via Funchal e HBS Brasil, por exemplo, o jornalista devidamente identificado com crachá ou pulseira nem precisa passar pela revista.

Mas com certeza, os maiores prejudicados pela falta de preparo da equipe do Carioca Club é o publico. Principalmente aqueles que se arriscaram no crowd surfing e tiveram o azar de cair em frente ao palco. Pois quando isso ocorria (e foram várias vezes) o pobre coitado (que com certeza juntou dinheiro durante um bom tempo e que até deve ter deixado de ir em outros eventos só para poder ver seus ídolos de perto) era simplesmente expulso da casa. Vários headbangers que PAGARAM para prestigiar a banda e se divertir no show, eram arrastados para fora do local só porque estavam fazendo algo que é COMUM nos shows de heavy metal! Houve até relatos de agressões fisicas, e eu mesmo vi um cara sendo levado pelo pescoço como um marginal. Ou seja, se uma casa de eventos não tem preparo para abrigar um show de heavy metal, então simplesmente não faça. A produtora tem que se atentar a esse fato nas próximas vezes e instruir a equipe da casa de que as coisas não funcionam dessa maneira.


Set-list:
1. Curse the Gods
2. Mad Butcher
3. Armageddonizer
4. Hate is my Fuel
5. Eternal Ban
6. Life Without Sense
7. D.E.V.O.L.U.T.I.O.N
8. Thrash Till Death
9. Nailed To The Cross
10. Metal Discharge
11. Tears Of Blood
12. Death Trap
13. Invincible Force
14. Tormentor
15. Soulcollector
16. Bestial Invasion

Encore:
17. Total Desaster
18. The Butcher Strikes Back

Por: Heavy Nation às 11h09 PM

POISONBLACK em São Paulo

Por Pierre Cortes/Fotos: Durr Campos


Sábado, 27 de agosto, uma noite agradável e repleta de ansiedade por parte dos apreciadores da música pesada. Por volta das 21:30h já havia uma boa fila na porta do Manifesto, local onde os finlandeses do POISONBLACK iriam se apresentar. O Manifesto é um bar bastante interessante e já recebeu diversos nomes do cenário metálico. Não é um lugar grande. Pelo contrário. De qualquer forma há um ponto bastante vantajoso: os fãs conseguem ficar bem próximos dos músicos.

A apresentação estava marcada às 22:00h, mas houve atraso na abertura da casa, o que foi providencial, pois nesta mesma noite os alemães do DESTRUCTION também estavam se apresentando em um local próximo. Isso possibilitou que alguns fãs tivessem a oportunidade de apreciar ambas as bandas.


Antes da apresentação principal, uma banda de abertura: FURIA INC. que, por volta das 23:40h, assumiu o palco. Não somente assumiu, dominou também. Com um som pesado e feroz, numa mistura de Heavy e Thrash Metal, os rapazes mandaram muito bem. E mesmo com uma vontade imensa de ver o Poisonblack, os headbangers presentes se renderam, participaram e curtiram o show. O vocalista Victor Crutale segurou a plateia e sua constante interação foi muito bem sucedida. Vale também destacar que mesmo diante das guitarras afiadas e da pancadaria da bateria, o baixista Bruno Nicolozzi fez seu instrumento soar alto e poderoso, dando assim mais peso ainda ao grupo. O Setlist, com quase uma hora de duração, contou com músicas próprias como “Sons of Anarchy”, “The One” e “Walk Alone”, além de “Slave New World” e “Roots Bloody Roots” do SEPULTURA e “Walk” do PANTERA. Foi uma apresentação matadora.

E nessa altura do campeonato, os fãs estavam ainda mais sedentos pela aparição de Ville Laihiala e sua equipe, que subiram ao palco por volta de 01:00h, mas apenas para um pequeno teste de instrumentos, provocando alvoroço entre todos. Dez minutos após, finalmente o Poisonblack deu inicio ao show pra valer. Começaram com “Piston Head”, do álbum Drive, sua obra mais recente. O público estava extremamente animado e em diversos momentos gritava o nome da banda como se fosse um hino. O grupo agitou muito também e apresentou uma performance competente e vibrante.

Do álbum Escapexstacy, primeiro trabalho deles, tocaram apenas a “Love Infernal”. Executaram um set-list bastante variado com grande parte das composições sendo do último CD. A voz de Ville soava muito bem diante de todo o instrumental potente e conforme o show avançava, o ânimo do público se intensificava.


Um ponto alto da apresentação foi a execução de “Invisible”, do álbum Of Rust and Bones, uma balada maravilhosa e cativante que fez o público se emocionar. Os membros da banda se mostraram simpáticos e envolviam a plateia de forma a tornar o show ainda mais intenso. Talvez o único ponto negativo tenha sido a acústica do local, que poderia estar melhor. Houve inúmeros momentos em que o teclado sequer era percebido, mas isso de forma alguma tirou o brilho destes finlandeses que ficaram pouco menos de uma hora e meia se apresentando. Infelizmente não tocaram nenhuma música do SENTENCED, para a tristeza de muitos.

E ao final do show, se os fãs estavam cheios de expectativas, podemos certamente afirmar que elas foram plenamente preenchidas. Uma apresentação digna e impecável.

Setlist:
Piston Head
Casket Case
A Good Day for the Crows
Sycophant
The Living Dead
Left Behind
Love Infernal
Buried Alive
Raivotar
Scars
Nothing Else Remains
Maggot Song
Invisible
Soul in Flames
Bear the Cross/Spinal Tap

Encore
Mercury Falling
Rush

Por: Heavy Nation às 08h54 PM

HELLARISE - Demo 2010

Por Pierre Cortes

Para quem ainda não conhece, a HELLARISE é uma banda de Thrash Metal paulistana, consideravelmente nova, formada em 2009. Este grupo apresenta um diferencial perante grande parte de outros tantos nomes dentro da cena metálica: Trata-se de um grupo de Metal formado totalmente por mulheres.

Na contra mão do que vemos nos dias de hoje, onde há uma infinidade de vozes femininas que caminham, em especial pelas bandas de Gothic Metal, aqui temos garotas fazendo um som que foge do trivial. O negócio delas é porradaria numa mistura de som onde encontramos influências do Heavy, Death e, principalmente, o bom e velho Thrash Metal. E elas mandam bem, muito bem: riffs afiados, solos precisos, bateria intensa, baixo marcante e vocais rasgados que se alternam, em alguns momentos, com vocalizações limpas.

No segundo semestre de 2009 as meninas começam a executar alguns shows e já incluem músicas próprias no repertório. Entre abril e maio de 2010 gravam a primeira e, até o momento, única demo, cujo lançamento acontece em julho do mesmo ano. E podemos dizer que a estreia não poderia ser melhor.

A demo abre com a música “Liar”, uma bela pancadaria que já anuncia aos ouvintes o que o HELLARISE é capaz de fazer. Mirella Max, a baterista, já começa com alguns repiques e na sequência entram os riffs da música. Interessante que mesmo diante da forte sonoridade das guitarras, o baixo de Fernanda Lira se faz totalmente audível. Flávia Morniëtári dá um toque especial, com sua vocalização agressiva, que segue uma linha que lembra um pouco a de Angela Gossow do ARCH ENEMY. A música encerra de uma forma parecida com a abertura: repiques na batera. Muito bom. “Deadfall” é a próxima faixa e já logo no início há um pequeno solo de guitarra. Novamente o baixo é muito bem marcado e audível e os vocais agressivos são mesclados com vozes limpas. Na seguinte, “My Outrage”, o grande destaque fica a cargo da bela voz de Flávia, que está bem limpa e harmônica em contraste com sua voz rasgada em alguns momentos da canção. O trabalho se encerra com a ótima “Human Disgrace”, cujos riffs iniciais nos remetem à sonoridade do SLAYER da época do “Show No Mercy”. Certamente a maior, mais pesada, mais rápida e, porque não dizer, a melhor música desta obra. Um fechamento com chave de ouro e que faz o ouvinte ter uma vontade imensa de ver as meninas tocando ao vivo.

Atualmente a banda conta com uma formação diferente da demo. A baixista Fernanda Lira foi substituída por Patrícia Schlithler e a guitarrista Marília Brito cedeu lugar para Aline Fernandes.

Com boa produção e um trabalho bem feito, esse primeiro registro do HELLARISE nos traz uma banda interessante, que pratica um som que não é tão extremo ou super veloz, mas que com certeza irá agradar aos apreciadores do Metal de forma geral. É certamente uma boa promessa no cenário nacional

Line-up:
Flávia Morniëtári – Vocal
Renata Petrelli – Guitarra
Mirella Max – Bateria
Fernanda Lira – Baixo
Marília Brito – Guitarra

Faixas:
1. Liar
2. Deadfall
3. My Outrage
4. Human Disgrace

Contato:

http://www.hellarise.com/

http://www.myspace.com/hellarise

Por: Heavy Nation às 09h40 PM

Belphegor no Brasil: Confira as datas

Por: Heavy Nation às 09h12 PM

Mario Pastore grava entrevista para o Programa Heavy Nation


Mario Pastore é uma figura carimbada na cena heavy metal de São Paulo. Já foi vocalista das bandas Delpht, Titânio, Tailgunners, Sacred Sinner e Acid Storm (só para citar algumas) e em setembro de 2010 ele lançou seu projeto solo, a banda PASTORE, com o CD The Price for the Human Sins, que foi muito bem aceito pela critica especializada e que chamou atenção até dos japoneses.


Com um curriculo desses, não poderíamos deixar de convida-lo para uma entrevista no Programa Heavy Nation. E não nos arrependemos nem um pouco! Pastore mostrou-se um cara super carismático e o bate-papo rolou num clima descontraído com muito bom-humor do vocalista, onde vários assuntos foram abordados, inclusive, sobre a Festa da Achiropita, em que o músico foi tenor (com direito a uma palinha!).


A edição também contou com a participação da ouvinte Janicis Thrash, que ganhou uma promoção no grupo do Heavy Nation no Facebook, em que o prêmio foi um CD da banda Pleiades e assistir a uma gravação do programa, de dentro do estúdio.

A gravação da 26ª edição do Programa Heavy Nation ocorreu em 23 de agosto e vai ao ar nesta sexta-feira (26) a partir das 19h, pela Rádio UOL.

Julio, Janicis, Mario e Paula.

Assista ao videoclipe de "Far Away", do PASTORE

Por: Heavy Nation às 08h33 PM

Projeto Social / DOE UM INSTRUMENTO

Fonte: www.rockinrio.com.br

O Rock in Rio está promovendo uma campanha de doação de instrumentos musicais. Eles serão entregues a Instituições sem fins lucrativos que trabalham a música como veículo de educação e transformação social.

Você pode doar instrumentos novos, usados ou até mesmo danificados. O Rock in Rio e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos montarão uma Oficina de Luthier que vai formar 40 jovens como assistentes de luthier – profissionais especializados no conserto e manutenção de instrumentos musicais.

Até o dia 02/10, faça sua doação nas agências dos Correios participantes. Clique aqui e veja a listagem de todas as agências participantes.

Os instrumentos doados nas agências localizadas fora do Estado do Rio de Janeiro precisam ser entregues embalados.

Se você quer doar um instrumento musical de grande porte ou tem alguma dúvida, entre em contato conosco através do email porummundomelhor@rockinrio.com.

ONGs e instituições interessadas em receber os instrumentos devem se inscrever AQUI. Inscrições até 02/10.
As entidades beneficiadas serão anunciadas dia 01/11.

Por: Heavy Nation às 08h18 PM

TESTAMENT, CARIOCA CLUBE, SÃO PAULO, 20/08/2011

Por Durr Campos/Fotos: Fernanda Lira

A espera foi longa, mas eis que no último sábado, 20, o TESTAMENT quebrou o jejum de quatro anos e retornou ao Brasil para um show na capital paulista. A previsão do tempo indicava um fim de semana bastante frio na cidade, o que se confirmou, porém a baixa temperatura não afugentou os seguidores desta lenda da Bay Area.


Chaosfear fez bonito no show de abertura

Com um Carioca Clube lotado, a banda local Chaosfear fez as honras da casa e esquentou os headbangers com seu Thrash Metal cadenciado e moderno (não confundir com New Metal ou afins). O set foi curto, algo normal em se tratando de opening acts, mas preciso e empolgante. O vocalista e guitarrista Fernando Boccomino agradeceu pelo respeito e não economizou nos riffs. Destaque para a atuação do baixista Anderson deFrança. Além de tocar muito bem, o cara era só alegria no palco. Surtiu efeito: ganharam a simpatia da galera. Mais que merecido, pois o estão na estrada há mais de uma década.


Por volta das 20h, ao som da introdução “For The Glory of...”, o Testament surge mandando a pesadíssima “More Than Meets the Eye”, faixa de abertura do mais recente álbum The Formation of Damnation (2008). Se havia alguém ainda indiferente(!) ao quinteto, bastaram as primeiras notas da clássica “The New Order”, do disco homônimo, para a banda ter 100% do público nas mãos. “The Preacher” manteve o clima em alta e provocou o coro, assim como a sensacional “Practice What You Preach”, que dá nome ao terceiro registro de estúdio. Quem já assistiu ao DVD Live in London sabe o que a execução desta canção causa. Aqui não foi diferente.

O vocalista Chuck Billy cumprimenta os fãs, agradece pela presença e pergunta se alguém ali conhece o álbum de estreia, The Legacy (1987). Sem esperar pela resposta anuncia “Over The Wall”, obrigatória nos shows desde sempre. O motivo é simples: trata-se de um tema atemporal que resume perfeitamente o estilo que o Testament ajudou a consagrar. “Electric Crown”, do polêmico The Ritual (1992), foi uma das mais aplaudidas. Ouvir o refrão cantado em uníssono já deve ser corriqueiro para o grupo, mas impossível não se emocionar com os versos: “As I Wander/ Change of seasons/ I can't ponder/ I got my reasons/ As I realize/ I don't care/ All I know is/ That I'll soon be there”. Nesta observei uma das melhores performances da noite do guitarrista Alex Skolnick.


O mosh veio com força total na seguinte, “Into the Pit”, uma das mais celebradas pelo público. “Souls of Black” e a balada pesada “The Legacy” – ambas do disco Souls of Black, de 1990 – foram de arrepiar, em especial esta última com sua melodia cativante. O hino Burnt Offerings retomou a velocidade e mostrou um Testament com muita vontade, mesmo tocando músicas dos primórdios de sua carreira. The Gathering, um dos mais celebrados álbuns dos norte-americanos, marcou presença em dose dupla com as excepcionais “D.N.R. (Do Not Resuscitate)” e “3 Days in Darkness”. Assim encerrou-se a parte regular do set.

Alone in the Dark” foi uma grata surpresa nesta “perna” da turnê mundial haja vista que a mesma é meio irregular no repertório padrão. Bom para o público, que agradeceu a lembrança cantando cada pedacinho da letra. Outra canção que sobreviveu à prova do tempo. Chuck então ajoelha-se e a plenos pulmões berra: “Disciples of the Watch!”. O pandemônio estava armado. Um show do Testament sem esta música é o mesmo que, por exemplo, um do Iron Maiden sem “The Number of the Beast”, isto é, impensável.


Apesar de curta, a apresentação não deixou a desejar no que diz respeito a atuação do quinteto que, além dos supracitados Chuck e Alex, é composto por Eric Petersen na guitarra-base, Greg Christian no baixo e o baterista convidado John Allen (do Sadus), com quem já tocaram de 2000 a 2004. A mesma qualidade não se pode atribuir ao som, o que é inadmissível em se tratando de uma banda veterana desta importância (para não entrarmos em outros méritos). Os instrumentos embolavam, o vocal estava baixo e mal se podia ouvir os solos de guitarra.

Set-list:
Prelúdio: For The Glory Of...
1.More Than Meets the Eye
2.The New Order
3.The Preacher
4.Practice What You Preach
5.Over the Wall
6.Electric Crown
7.Into the Pit
8.Souls of Black
9.The Legacy
10.Burnt Offerings
11.D.N.R. (Do Not Resuscitate)
12.3 Days in Darkness
Encore:
13.Alone in the Dark
14.Disciples of the Watch


Por: Heavy Nation às 07h20 PM

Schmier: "Cabelo curto não combina com o visual do DESTRUCTION"!

Por Fernanda Lira/Fotos: Divulgação

No próximo final de semana, a banda Destruction passará mais uma vez pelo Brasil, com shows em São Paulo e Curitiba, pela produtora Negri Concerts. Pra aquecer as expectativas para essa apresentação que tem de tudo para ser excelente, conversamos por telefone com o vocalista e baixista Schmier, que foi muito simpático e falou sobre vários assuntos, com muito bom humor e solicitude. Confira abaixo o que ele tem para falar sobre o último álbum, sobre o novo baterista e até sobre cabelos compridos!


Primeiramente, você retornou ao Destruction em 1999 e gravou o álbum All Hell Breaks Loose. Você acha que houve uma evolução musical desde sua volta?
Schmier: É difícil analisar quando você está falando da música que você faz. Nós fazemos o que amamos e tentamos manter um estilo vivo, por mais que por vezes isso tenda a mudar um pouco. Mas o que realmente pretendemos é manter o estilo característico do Destruction vivo, mas sem ficar na mesma, estagnados. Nos últimos anos, o que temos tentado fazer é compor coisas mais pesadas. Por isso, testamos produtores diferentes, etc. Mas sim, creio que estejamos evoluindo. Este último disco é uma obra prima da mistura entre nosso material mais velho e os últimos álbuns. Eu acho importante para uma banda não empacar e ficar se repetindo. Nós tentamos nos renovar, para não nos tornarmos chatos. Você vai reparar que estamos totalmente Destruction nesse último disco, mas muito mais agressivos.

Isso é definitivamente algo que eu gostaria de comentar. O novo disco está infinitamente mais agressivo se comparado com o anterior! Quando começaram a compor, já trabalharam nas músicas na intenção de fazer algo mais agressivo, ou foi algo mais orgânico, natural?
Schmier: Naturalmente conversamos sobre direcionamentos e expectativas antes de começar a compor. Eu disse ao Mike que queria que ele investisse em palhetas e pegadas mais thrash metal nesse álbum, que trabalhasse mais a mão direita nas composições. E como eu também compus alguns riffs nesse disco, tive a oportunidade de mostrar melhor para ele o que eu tinha em mente. Nos demos muito bem trabalhando juntos dessa vez. Ele estava ótimo e motivado e fizemos um bom trabalho em um álbum que para nós seria um desafio diferente, pois queríamos algo mais rápido, mais agressivo, mas ainda a nossa cara. Mas te digo que sem o novo baterista, isso não teria sido possível. Marc (Reign, antigo baterista) já não queria tocar músicas rápidas. Ele estava se direcionando, digamos, que para fora da vida e do estilo do thrash, e esse é um dos motivos pelos quais decidimos não tocar mais com ele.

Eu ia perguntar sobre isso também! Quais foram as reais razões para a saída dele? Pois pelo menos para quem conferia vocês ao vivo e até em DVD, parecia que ele havia se encaixado bem na banda.
Schmier:
Ele ficou por muito tempo conosco, então é claro que ele se encaixava legal no começo. Mas muitas pessoas quando começam a fazer o mesmo trabalho por muito tempo, começam a ficar de saco cheio, desmotivados. Mas para tocar esse tipo de música você tem que estar motivado, animado, destruidor! E ele já havia deixado isso para trás há algum tempo; sem contar outros tipos de problema também. Não quero ficar falando mal dele, afinal ele foi muito companheiro quando estávamos fazendo shows e precisavamos dele. Mas estávamos precisando de um baterista que soubesse e quisesse tocar esse tipo de música agressivo, mas no fim das contas, ele não estava acompanhando. Quando chegava na hora de compormos, começou a ficar difícil para ele tocar mais rápido. Não quero botar fogo, mas simplesmente essa não é a maneira que o Destruction deve funcionar. Não quero ter que discutir com o baterista sobre a maneira como ele deve acelerar seu ritmo. Se eu ou Mike compomos um riffs, queremos que ele seja tocado da forma como deve ser tocado, pois ele deve tocar do jeito que o Destruction soa! E isso no fim acabou se tornando um problema com Marc. Ele ficou de saco cheio, isso acontece. Ele esteve na banda por muito tempo, e parecia cansado de fazer aquilo como queríamos que fosse feito. É sempre triste, e difícil principalmente para os fãs entenderem, mas eu e o Mike estamos levando o barco adiante, e se ele não queria nos acompanhar, o problema era dele, e foi exatamente isso que aconteceu, ele não quis mais.

Mas eu acho que você está certo. Há de se fazer aquilo que é melhor para a banda! Agora, uma das coisas que eu li e mal pude acreditar, é que uma das exigências para a seleção do novo baterista, é que ele tivesse cabelos compridos. É verdade?
Schmier:
Mas é claro que é verdade, oras! Nós nunca pegaríamos algum cara com cabelo curto para entrar na banda, me desculpe! (risos) Cara, nós viemos dos anos oitenta, eu venho lutando a minha vida inteira pelo meu cabelo! Sofri várias vezes por isso, porque na sociedade as pessoas acabam me olhando de forma diferente porque tenho cabelo longo. Ter o cabelo longo faz parte do metal, faz parte do Destruction! Então não poderíamos pegar alguém de cabelo curto. Não ia nem combinar com o visual da banda. O pior é que um dos melhores bateristas que testamos tinha cabelo curto, mas... Me desculpe! (risos)

Sabe o que é curioso, nosso produtor Julio Feriato recentemente comentou que quando um cara de banda corta o cabelo, ele perde a essência, nem fica mais tão metal e que isso chega até a afetar as composições e a presença de palco!
Schmier:
Sério, ele disse isso? (risos)

Sim, ele disse!
Schmier:
É como cortar as bolas fora! (risos) Mas na verdade, eu sei que isso acontece. Às vezes você tem algum problema que não deixe você ter cabelo grande, ou às vezes, há quem não fique bem de cabelo grande. Além disso, muitas pessoas tem o problema do trabalho, pois os chefes pedem para que eles cortem o cabelo. Mas para mim, faz parte! Nós vivemos disso 24 horas por dia, nós respiramos metal, vivemos metal, somos headbangers até o osso e por isso nunca cortaríamos nosso cabelo e também queríamos que o novo baterista fosse assim!


Excelente! Eu estava conversando com um amigo sobre essa coisa de ter cabelo comprido, e eu disse pra ele que se um dia eu tiver uma empresa, só contratarei cabeludos, tatuados e que usem piercing, já que eles sempre sofrem preconceito! (risos)
Schmier:
Esse é o espírito!

Já que você falou sobre o Marc não querer mais tocar rápido, queria acrescentar que, em contrapartida, Vaarne, o novo baterista, tem um jeito diferente de tocar, que mescla rapidez com muita técnica. Ele trouxe elementos que não havia ouvido antes no Destruction. Você sente isso também?
Schmier:
Nós já pretendíamos renovar, incluindo mais 'finesse' e técnica na bateria nesse disco. Eu e Mike já tínhamos composto o álbum inteiro quando o baterista novo entrou, e então demos algumas demos pra ele, e a bateria estava praticamente toda programada nas demos. Entregamos e eles e dissemos “esse é o jeito que queremos que a bateria seja”, e o nível era realmente alto!. E quando ele veio ensaiar, já conseguia tocar as músicas e ainda melhor do que estava nas demos. Ele realmente nos impressionou com suas habilidades, e nós tentamos desde então, manter aquele alto nível, porque naturalmente os fãs queriam saber o porquê do Marc ter saído e como era o novo baterista, então todos teríamos que provar que ele era a melhor escolha e o melhor baterista que pudemos encontrar para o Destruction. E o melhor de tudo, é que ele fazia todas aquelas coisas difíceis na bateria, com um grande sorriso estampado na cara! Ele é um cara estudado em percussão, é headbanger e tem o mesmo background metal que nós temos, pois cresceu ouvindo Iron Maiden e thrash metal. Por ele ter realmente estudado seu instrumento, nos ajuda muito na hora de compor os detalhes. Sem contar que nos últimos anos, houve muitas discussões entre o Mike e o Marc, em relação ao tempo das músicas e detalhes, então a mudança foi benéfica para nós. E o Vaarne é ótimo, e está aceitando o desafio de tornar as músicas num nível alto. Assim é como queremos: manter as raízes do Destruction, mas também oferecer aos fãs novos elementos e detalhes que não torne a música a mesma de sempre.

Uma das coisas que eu mais gosto quando leio entrevistas suas ou quando vejo algum DVD do Destruction ao vivo, é que vocês sempre fazem questão de mostrar e manter uma relação muito forte ao metal, principalmente ao espírito oitentista. Ao invés de quererem aderir a novas modas, e colocar elementos mais modernos nas músicas, assim como muitas bandas vêm fazendo para atingir públicos maiores, vocês simplesmente mantêm a raiz firme e viva, apenas dando uma renovada no som para não ficar chato e repetitivo. Além disso, enquanto muitos hoje em dia já dispensaram aquele visual bem metal, eu vejo o Mike com aqueles cintos de rebite normes e você todo vestido em couro. Eu acho isso sensacional!
Schmier:
Para mim é natural, pois essa é a forma como eu sou!  Nunca me fantasiaria, mas também não abriria mão desse meu visual. Quando subimos no palco, não escolhemos ficar desse ou daquele jeito, simplesmente colocamos aquelas roupas, porque são nossa identidade, nos vestimos normalmente daquela forma. Para mim, essa paixão pelos anos oitenta já é uma tradição, se não me sentisse confortável com esse visual, não o usaria mais. E por isso que as pessoas têm essa sensação de fidelidade aos anos oitenta quando nos vêem ao vivo, pois fazemos o que amamos. Você toca também, não é mesmo?

Sim!
Schmier: Baixista e vocalista, né? Eu vi uma foto no seu Facebook em que você dizia que estava parecendo o Glen Benton! (risos) Achei engraçado!


Só para finalizar, pois já estamos estourando o tempo... Os próximos anos serão muito importantes para o Destruction, pois marcam os trinta anos desde que vocês, junto com outras bandas é claro, criaram o thrash alemão. Há planos para celebrar esse grande marco para o metal?
Schmier:
Sim! Há anos já estamos conversando sobre celebrar essa marca fazendo uma turnê com Destruction, Sodom e Kreator e nós temos que fazer esse show. A única questão é decidir quando, onde e como (risos), mas nós vamos fazer. É que não é muito fácil agendar uma turnê como essa, mas farei de tudo para que ocorra e ela VAI ocorrer! Na maioria das vezes, não depende somente da vontade da banda. Mas há boas chances de isso acontecer, e acho que a época ideal será em meados de 2013! Se o mundo não acabar em 2012, com certeza tocaremos juntos em 2013! (risos)

E se vocês deixarem o Brasil para trás, mataremos vocês! (risos)
Schmier:
Mas nem precisa ter dúvidas sobre isso! Sempre que o Destruction tocar pelo mundo, o Brasil estará envolvido! Não posso garantir show para todos os países do mundo, mas para o Brasil, sim!


Por: Heavy Nation às 01h00 PM

Poisonblack: Entrevista com o vocalista Ville Laihiala

Por Durr Campos/Fotos: Divulgação

Muitas pessoas acham que o POISONBLACK foi iniciado por Ville Laihiala na fase final do Sentenced, onde cantou entre 1996 e 2005. Na verdade o grupo existe desde 2000, mas o álbum de estreia só veio quase três anos depois, o espetacular Escapexstacy. Quando este álbum saiu o impacto foi tamanho que todas as dúvidas acerca da longevidade da banda caíram por terra. Seguiram-se mais três discos até chegarem ao novíssimo Drive, certamente o mais diversificado em sua discografia.

De malas prontas para sua primeira apresentação no Brasil, o simpático líder, cantor e guitarrista Ville Laihiala bateu um papo com o Heavy Nation, onde nos contou diversos detalhes sobre o mais recente lançamento; falou de sua antiga banda, comentou sobre a seu país, dentre outros assuntos.

A banda lançou um novo álbum este ano chamado Drive. Anteriormente ele se chamaria Lead & Roll Vol. V. Por que mudaram o título original e como chegaram ao atual?
VILLE LAIHIALA: Nós sempre utilizamos um título base quando começamos a compor, mas não indica que será exatamente o nome do álbum. Divulgamos esses nomes provisórios apenas para provocar a curiosidade das pessoas e para que elas tenham uma ideia de como será o disco. É meio como uma piada interna. Já o título Drive surgiu por conta da energia e força que sentimos ao ouvir as novas composições finalizadas. Elas também estão mais velozes, o que nos dá aquela sensação de querer ir em frente sem hesitar, entende?

O álbum anterior, Of Rust and Bones, foi produzido por Hiili Hiilesmaa, que já trabalhou com o Amorphis, HIM, Ensiferum e, lógico, com o Sentenced. Drive, no entanto, tem Tue Madsen como produtor, certo?
Ville:
Sim. Na verdade não quisemos utilizar o Hiili novamente por conta do tipo de sonoridade que buscávamos. Longe de mim dizer que ele não é um bom profissional, mas apenas não queríamos soar como a maioria das bandas daqui da Finlândia. Esta é a razão pela qual voamos até a Dinamarca para encontrar o Tue Madsen, até porque ele já havia mixado nosso segundo álbum, o Lust Stained Despair, então o conhecíamos. Até acho que faremos o próximo com ele também, pois essa cooperação apenas começou. Temos nos falado por fone e algumas ideias estão sendo trabalhadas. Veremos.

Em minha opinião Tue Madsen deu ao novo álbum um direcionamento mais cru e orgânico. Não sei se concorda comigo, de todo modo gostaria de saber se ele mudou algo nas composições se compararmos com as versões originais nas demos e/ou na pré-produção e em que o Tue mexeu exatamente?
Ville:
Ele não mexeu em absolutamente nada no que diz respeito às composições, sua interferência neste aspecto foi nenhuma. Eu concordo plenamente contigo sobre a sonoridade mais crua e orgânica na produção. Na verdade era exatamente isso que estávamos buscando quando procuramos o Tue. Queríamos nos manter longe desses overdubs de merda e gravações totalmente digitalizadas. O que você ouve em Drive é 100% tocado por nós, sem quaisquer artifícios facilitadores trazidos pela tecnologia moderna. Enfim, tudo no disco está igual ao que estava nas demos, se mudamos algo foi decisão única e exclusiva da banda.

Drive será lançado no Brasil oficialmente? Seus fãs daqui sempre reclamam em como é difícil encontrar os discos da banda, a não ser os importados, mas estes tem um preço muito elevado.
Ville:
Eu sei dessa situação e isso é uma merda, sabia? Tudo o que eu posso dizer agora é que nosso novo selo, a Hype Records, está trabalhando pesado numa melhor distribuição do nosso catálogo, em especial com o novo disco, e isso inclui definitivamente o Brasil. Por enquanto ele já está disponível na Europa e alguns outros países, mas de forma imediata ainda não conseguimos colocá-lo nas prateleiras de todo o mundo como gostaríamos. De todo modo sei que a Hype tem conversado com alguns selos brasileiros, não tenho certeza de quais, e torço para que cheguem a um acordo e consigam disponibilizar nossos discos aos fãs a um preço justo.

Vamos voltar um pouco aos tempos do primeiro álbum do Poisonblack, Escapexstacy, lançado há oito anos. Já faz um bom tempo desde que tudo começou. Sabemos que se tratava de uma banda pra valer desde o primeiro dia, mas você acha que este foi o mesmo pensamento por parte da imprensa e dos fãs do Sentenced? Lembro-me que à época muitos diziam se tratar de um projeto solo teu.
Ville:
Sim, e vou te dizer mais: há quem ainda pense se tratar de um projeto solo eu até hoje, acredita? Essas pessoas acham que eu não posso fazer nada além do Sentenced e que quando a banda “morreu” todos nós fomos juntos com ela, o que é ridículo. É como você mesmo colocou, esta é uma banda de verdade desde o primeiro dia e pra te dizer a verdade nem paramos pra pensar nessas coisas. Tudo o que fazemos é nos concentrar em nosso trabalho e tocar o tempo todo. Amamos esta banda e a música que fazemos e isso é o que nos importa.


Juha-Pekka Leppäluoto [do Charon] cantou neste álbum. Do Lust Stained Despair em diante você voltou a cantar, mantendo seu posto de guitarrista. Não houve certo receio em soar muito Sentenced ou isso não seria um problema?
Ville:
Nunca temi. Lógico que eu sabia que iriam nos comparar ao Sentenced por conta de minha voz, mas eu poderia estar tocando, sei lá, jazz, e mesmo assim diriam que se parecia com Sentenced (risos). Coloquemos da seguinte forma: Amo cantar e tocar guitarra e não posso deixar de fazer isso por conta de um punhado de pessoas que acham que irá se parecer com isso ou aquilo. Agradeço aos céus que a maioria aprecie e não fique nos comparando ao Sentenced a cada nota tocada pelo Poisonblack.

Vocês chegaram a testar alguém ou decidiram que seria você cantando imediatamente?
Ville:
Sim, testamos algumas pessoas e chegamos a um cantor do Canadá que era bom, mas não sentimos que era o “nosso” cara, entende? Ele era muito gótico, digamos assim, e precisávamos de alguém que nos fizesse soar mais pesados e agressivos, o que não seria possível com ele, mas também não poderíamos seguir sem um vocalista então eu comecei a cantar nos ensaios enquanto lapidávamos as composições que estávamos trabalhando à época. Gravamos umas demos e o restante da banda disse que soava muito bem. Nossa busca terminou ali.


Ainda falando sobre membros da banda, vocês continuam como quarteto [nota: o guitarrista Janne Markus saiu recentemente]? Planos para um segundo guitarrista?
Ville:
Estamos conversando sobre um segundo guitarrista, mas por hora temos trabalhado com um músico convidado. Na verdade não paramos ainda para resolver isso, até porque não temos tanta pressa assim. Queremos encontrar a pessoa certa, não só por seus atributos como músico, mas no âmbito pessoal. Quem ocupar este cargo no Poisonblack será literalmente parte da família.

A pergunta que não quer calar, Ville. Já que nem o Sentenced nunca veio ao Brasil, há alguma chance de termos algumas canções da banda no set-list especialmente para nosso país?
Ville:
Eu tinha certeza de que me perguntaria isso (risos). Infelizmente minha resposta é não, Durr. Em primeiro lugar porque não somos o Sentenced e soaria como um jukebox. Tocamos as músicas do Poisonblack. E em respeito ao próprio Sentenced não acho certo tocarmos as canções da banda com outros músicos que não os originais então, perdoem-me, terão que escutar as músicas dos nossos álbuns (risos).


Nos tempos do Sentenced você tinha um lado mais sombrio expressado através de suas letras, algo que às vezes encontramos também nas canções do POISONBLACK. Lembro-me de uma antiga entrevista sua em que comentava sobre um projeto ao lado do seu baterista, Tarmo Kanerva, chamado “The Newlyadeads”. Isso significa que Ville Laihiala possui um terceiro lado a ser mostrado?
Ville:
Opa! Sim, até mesmo um quarto ou quinto, vai depender do tipo de remédio que eu esteja tomando (risos). O projeto ainda existe, mas não é nada sério, tocamos apenas para nos divertirmos. Nem mesmo temos a intenção de gravar e lançar algo. Levamos alguns covers, tentamos improvisar uns sons, mas não passa disso.

Se não me falha a memória, vocês tocam algo entre o Thrash Metal clássico e o Punk Rock, certo?
Ville: Sim, tem muito destes estilos que você citou, mas também blues estilo Gary Moore, algo do Lynyrd Skynyrd, etc. Enfim, qualquer maluquice que gostemos nós tocamos neste projeto (risos).

A Finlândia é geralmente conhecida como o “país silencioso”. O que pode nos dizer sobre o lugar de onde vem, especialmente sobre esta necessidade de isolar-se em alguns momentos, mesmo estando em turnês quase todo o tempo, tocando em diferentes lugares e estando em contato com diversas culturas distintas. Acha que o comportamento finlandês é mal interpretado?
Ville:
Acho sim, pelo menos em alguns aspectos. Somos um povo muito trabalhador e honesto, não perdemos tempo falando merda dos outros pelas costas e realmente temos esse jeito mais fechado e quieto, mas isso é por conta da timidez do meu povo. Somos assim e gostamos de ser assim, entende? Não temos o costume em dizer “bom dia” ou “por favor”, até porque não há em nosso idioma esta expressão “por favor”. Algumas pessoas podem pensar que somos um tanto rudes, mas novamente reforço sobre nossa timidez. Daí entra o negócio do consumo pesado de álcool. Esta é a forma que o meu povo encontrou para driblar a falta de comunicação, o problema é que a maioria acaba exagerando e por conta disso temos tantos casos de alcoolismo na Finlândia. Voltando à sua pergunta, sim eu acho que somos mal interpretados, mas se um brasileiro vier pra cá será também difícil para nós entendermos seu comportamento. Em resumo, não importa de onde você venha, sempre haverá algum estranhamento inicial entre culturas e costumes.


Primeira vez no Brasil. Animado? Já receberam algum retorno dos produtores e fãs com relação ao show que virá?
Ville:
Meu amigo, e como! Espero por esse momento desde os tempos do Sentenced e logo na primeira turnê mundial do Poisonblack eu já queria tocar aí. Não vemos a hora de chegar a São Paulo, apesar do curto tempo. Gostaríamos de tocar em mais locais, conhecer o país e as pessoas. Estamos muito curiosos sobre como será a reação dos fãs e, lógico, queremos nos divertir pra valer com eles (risos). Sobre o feedback, temos sim recebido diversas mensagens em nosso site oficial e na página da banda no facebook. Pelo que temos observado acho que o show terá seus ingressos esgotados. Apenas para constar, daremos 100% no palco, será um grande show!

Conhece alguma banda de Heavy Metal brasileira? Só não vale dizer Sepultura (risos).
Ville:
Obviamente conheço o Sepultura, mas também uma banda dos anos 80 chamada Ratos de Porão. Infelizmente são as únicas que eu conheço até agora.

Finalizamos por aqui, Ville. Muito obrigado pela entrevista.
Ville:
Muito obrigado a vocês pela entrevista. Nos veremos em breve. Até lá!

 


Poisonblack em São Paulo:
Data: sábado, dia 27 de agosto
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 22h
Censura: 16 anos
Estacionamento próximo, na rua Joaquim Floriano
Acesso a deficientes / ar condicionado

Ingressos:
1º Lote (promocional): R$ 80
Venda no Manifesto Bar, Rockland (Galeria do Rock - rua 24 de maio, 62, 1º andar / 262, Fone: 3362 2606) e online através da Ticket Brasil (www.ticketbrasil.com.br) e Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)

Sites relacionados:

www.manifestobar.com.br
www.poisonblack.com

Por: Heavy Nation às 09h02 PM

POISONBLACK CONFIRMA SHOW NO BRASIL

A banda finlandesa Poisonblack, formada por Ville Laihiala (vocal, ex-Sentenced), Antti Leiviskä (guitarra), Antti Remes (baixo), Tarmo Kanerva (bateria) e Marco Sneck (teclado), se apresentará pela primeira vez no Brasil no próximo dia 27 de agosto (sábado). O show será no Manifesto Bar, em São Paulo, e os ingressos já estão à venda.
Além de apresentar as músicas do novo álbum, "Drive" (2011), o grupo tocará sons de toda sua carreira, de "Escapexstacy" (2003), "Lust Stained Despair" (2006), "A Dead Heavy Day (2008)" e "Of Rust and Bones" (2010).
 
MANIFESTO ROCK BAR, MAIOR TEMPLO DO ROCK DE SÃO PAULO

Localizado no Itaim, bairro nobre na Zona Sul paulistana, com acesso fácil e estacionamento conveniado à disposição, o Manifesto Bar está há quinze anos em atividade. A casa conta com capacidade para cerca de setecentas (700) pessoas e os proprietários Silvano Brancati e Luis Fernando Brancati colocam à disposição vários ambientes em dois andares, desde o mais intimista, acolhedor e discreto, ao mais agitado da pista, com seu palco individual, além de dois bares com balcões, espaço para jogos com mesa oficial de bilhar, dardos, fliperama e área exclusiva no mezanino. Completam a estrutura do Manifesto, três banheiros amplos (masculino, feminino e para deficientes físicos), sala de som (com moderno equipamento de áudio e vídeo), chapelaria (localizada no andar superior) e área de venda de merchandising, com produtos exclusivos.

Tradicionalmente a casa promove shows nas noites de quarta a domingo, com as mais variadas bandas cover e grupos brasileiros de renome, bem como atrações internacionais. Recentemente, a casa abrigou shows de Blaze Bayley (ex-vocal do Iron Maiden), Richie Kotzen (ex-Mr. Big/Poison), The Sisters Of Mercy, Onslaught, Revolution Renaissance, Skid Row, Tim 'Ripper' Owens, Kip Winger, Steven Adler (ex-Guns N' Roses) e Paul Di'Anno (ex-Iron Maiden).

O Manifesto Bar também já foi palco de feras como Jeff Scott Soto (Talisman, ex-Journey e Yngwie Malmsteen), Gotthard, Crashdïet, Bruce Kulick (ex-Kiss), Ted Poley (Danger Danger), Paul Di'Anno (ex-Iron Maiden), Helloween, Jimi Jamison (ex-Survivor), Belladonna (ex-Anthrax), Joe Lynn Turner (ex-Rainbow, Deep Purple e Yngwie Malmsteen), Tony Martin (ex-Black Sabbath) e Gilby Clarke (ex-Guns N' Roses), Skid Row entre outras.

Além dos shows, o Manifesto Bar é parada obrigatória dos músicos estrangeiros e muitos já desfrutaram de suas longas e agitadas noitadas, entre eles, integrantes de bandas como Deep Purple, Scorpions, Metallica, Iron Maiden, Saxon, Motörhead, Winger, Megadeth, Rainbow, Red Hot Chilli Peppers, Marillion, Manowar, Helloween, Ramones, Kiss, Twisted Sister, Fear Factory, Living Colour, entre muitas outras.

A programação semanal traz DJs residentes, convidados e personalidades, que dividem as pick ups com apresentações de shows e jam sessions. Segundo os sócios a idéia é manter as bandas já conhecidas pelo seu público aficionado por Hard Rock, Rock And Roll e Heavy Metal, mas também agregando outras vertentes e novas tendências do Rock e Pop. Este sempre foi o compromisso do Manifesto Bar: as melhores bandas, boa música e atendimento diferenciado. Por isto, a média anual de clientes gira em torno de 60 mil pessoas.  

Serviço – Poisonblack em São Paulo:
Data: sábado, dia 27 de agosto
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 22h
Censura: 16 anos
Estacionamento próximo, na rua Joaquim Floriano
Acesso a deficientes / ar condicionado

Ingressos:
1º Lote (promocional): R$ 80
Venda no Manifesto Bar, Rockland (Galeria do Rock - rua 24 de maio, 62, 1º andar / 262, Fone: 3362 2606) e online através da Ticket Brasil (www.ticketbrasil.com.br) e Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)

Sites relacionados:
www.manifestobar.com.br
www.poisonblack.com

Por: Heavy Nation às 08h10 AM

Pleiades no Heavy Nation

Da esq. p/ dir.: Em pé, André Mendonça, Julio Feriato, Mateus Olivello e Andre Bastos. Abaixo, Fernanda Lira, Paula Baldassarri e Cynthia Mara.

Aproveitando a passagem da banda mineira Pleiades por São Paulo, os integrantes Cynthia Mara (18, vocal), André Mendonça (15, guitarra), Andre Bastos (21, batera) e Mateus Olivello (21, baixo), aceitaram o convite dos apresentadores Paula Baldassarri e Julio Feriato para aquele descontraído bate papo no Programa Heavy Nation.

O Pleiades vem se destacando na cena mineira justamente por causa da idade precoce de seus membros. Mas, apesar da idade, essa molecada já tem um currículo invejável. O primeiro CD, auto-intitulado, foi produzido por Gus Monsanto (Adagio, Revolution Renaissance, The Lightseekers, Astra, Angel Heart, Overdose e Portrait) e já tiveram a honra de abrir para o Deep Purple em Belo Horizonte.

Outras histórias hilárias contadas pela carismática vocalista Cynthia e pelo timido guitarrista Andre, você vai poder conferir nesta sexta-feira (19), a partir das 19h, no Programa Heavy Nation, da Rádio UOL.

 

Assista o video do Pleiades - "Fire Fire"

Por: Heavy Nation às 11h28 PM

Resultado da promoção Testament

Depois de algum atraso, eis o nome do sortudo que ganhou o par de ingressos e vai assistir ao show do Testament totalmente na faixa:

Rafael Cavalcanti de Faria, final do telefone 5634, residente do Rio de Janeiro.

Resposta da pergunta: "Eu pediria a um pregador (The Preacher) que rezasse uma Ave Maria (Hail Mary) por mim e entendesse meu rastro de lágrimas (Trail of Tears), pois o legado (The Legacy) do Testament não pode passar em branco, pois isso seria um pecado de omissão (Sins of Omission)".

Serviço:
Data: 20 de agosto de 2011 (sábado) - São Paulo/SP
Banda de abertura: Chaosfear.
Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899)
Horário: 18h (abertura da casa)

Ingressos:

* R$90,00 (pista - segundo lote - à venda na LOJA 255, no CARIOCA CLUB ou pela internet)
* Mezanino: entradas limitadas à venda apenas na LOJA 255 ou pela internet

Pontos de venda:

* LOJA 255 (Galeria do Rock, Rua 24 de Maio, 62, primeiro andar, loja 255, São Paulo-SP,fone: 0xx11 3361-6951).
* CARIOCA CLUB (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, São Paulo - SP,0xx11 3813-8598).
* Venda de ingressos pela internet: http://www.liberationstore.net


Por: Heavy Nation às 01h19 AM

BLACK LABEL SOCIETY em São Paulo: Zakk Wylde e sua trupe lotam HSBC Brasil e levam os fãs à loucura

Texto & fotos: Pierre Cortes


O show dos americanos do BLACK LABEL SOCIETY é um evento pra lá de aguardado entre os apreciadores da banda. A turnê intitulada The Berzerkus Tour 2011, na verdade, deveria ter acontecido no dia 28 de maio em São Paulo, mas foi cancelada e agendada para o dia 13 de agosto. De acordo com fontes oficiais, o adiamento ocorreu por solicitação do próprio grupo. No site da banda, o próprio Zakk Wylde coloca uma nota explicativa alertando que os fãs não deveriam se decepcionar, pois eles estavam preparando uma experiência ainda mais “destruidora” para o próximo show. Pois bem, os meses se passam e é chegado o tão aguardado dia.


O HSBC Brasil é uma casa de shows interessante e espaçosa. Digna da participação de um grupo de peso como o BLACK LABEL SOCIETY.

Sem a presença das tradicionais bandas de abertura, o show estava marcado para começar às 22h. Mas faltando apenas míseros cinco minutos para o horário de início, as luzes do local se apagam. A gritaria é geral e, como um coro forte e vibrante, o público desesperadamente chama pelo nome de Zakk e logo depois grita o nome da banda.

Pontualmente no horário prometido, ouvem-se as notas do piano soarem. E o show começa com a bela introdução da música “New Religion” do álbum Skullage. Em seguida as cortinas vermelhas se abrem e ali estão eles, em carne e osso, diante do público. E não teve como controlar: a euforia foi intensa. E mais intensa ainda foi a performance realizada pelos quatro membros da banda. Simplesmente matadora.


Obviamente Zakk Wylde é o membro de maior presença no palco. Com visual bastante ousado - jeans, cabelos longos, barba imensa e um cocar usado no começo do show - o guitarrista manda a ver nos fortes riffs que realiza e, especialmente, nos solos de guitarra, provando fazer um Metal não somente vigoroso, mas também cheio de peso e agressividade. E o restante da banda não soa diferente. O baixista John DeServio agita muito e não ficou parado um instante sequer, enquanto o guitarrista Nick Catanese é detentor não somente de boa técnica na guitarra, mas também de muita simpatia com o público. Mike Froedge, o baterista, reforça o peso e a energia da banda através de suas baquetas poderosas.

No começo do show o som está um pouco embolado e a voz baixa, mas logo depois percebemos a melhora. O repertório basicamente gira em torno dos álbuns Skullage e Order of the Black, de 2009 e 2010, respectivamente. E os pontos fortes dessa exibição são vários: a bela e lenta “Darkest Days”, com Wylde tocando teclado e criando uma atmosfera diferente; “Fire it up” com o público cantando e participando ativamente; a pesadona “Godspeed Hell Bound” e “Suicide Messiah” que leva o público ao êxtase.


E a banda finaliza o set com a música “Stillborn”. Fecham com chave de ouro, mas não somente pela escolha da canção, mas também por não utilizarem aquele velho artifício de saírem do palco e logo depois voltarem para o bis. Uma surpresa e tanto, demonstrando bastante originalidade do grupo.

Certamente o ponto que mais desagradou na noite foi o solo de guitarra de Wylde. Não foi bom? Que nada. Muito pelo contrário. Ele fez um solo competente, forte, vigoroso, mas que foi demasiadamente extenso. E não só os fãs da banda, mas todos os que ali estavam tinham plena certeza da técnica e habilidade do guitarrista. Ao invés de um solo tão longo, poderia ter dado lugar a mais uma música.

De qualquer forma, a noite do dia 13 de agosto ficará marcada para todos os headbangers que conseguiram conferir de perto a potência desse quarteto e constatar que, de fato, a experiência foi tão “destruidora” quanto Zakk Wylde anunciou em seu site oficial ao cancelar a turnê que fariam em maio.

Setlist:
New Religion (Piano Intro)
Crazy Horse
Funeral Bell
Bleed for Me
Demise of Sanity (with Superterrorizer Outro)
Overlord
Parade of the Dead
Born to Lose
Darkest Days (Preceded by Piano Solo)
Fire it Up
Guitar Solo
Godspeed Hell Bound
The Blessed Hellride
Suicide Messiah
Concrete Jungle
Stillborn

Por: Heavy Nation às 07h47 AM

Threat: Confira entrevista completa

Por Fernanda Lira

Threat

No último sábado (06/08), a banda brasileira Threat gravou o primeiro videoclipe para uma música de seu álbum vindouro, a ser lançado em breve.

Para sondar as expectativas para o momento, a Heavy Nation foi bater um papo com os caras da banda e como resultado, temos uma entrevista hiper completa em vídeo, dividida em quatro partes.

Durante os longos, mas interativos e bem dinâmicos minutos da conversa, os integrantes comentaram sobre o video que está por vir, sobre seu novo trabalho, suas inspirações para compor, suas experiências passadas durante o Metal Battle em que participaram, e muito mais.

Imperdível para quem já conhece a banda ficar antenado e para quem não conhece, entrar de cabeça no estilo e história do grupo.

Primeira Parte:

Segunda Parte:

Terceira Parte:

Final:

Confira também o canal do Programa Heavy Nation no Youtube onde você pode conferir todas as entrevistas realizadas pela nossa equipe: http://www.youtube.com/user/heavynationarmy

Por: Heavy Nation às 05h41 AM

Kamala no Programa Heavy Nation


Os integrantes Raphael Olmos (vocal/guitarra) e Andreas Dehn (guitarra), ambos integrantes da banda thrash metal KAMALA, são os convidados do Programa Heavy Nation desta semana.

O Kamala é de Campinas, interior de São Paulo, e tem se destacado devido a ótima aceitação do álbum Fractal, segundo trabalho da banda, lançado no começo de 2010, e que contou com a gravação de três video-clipes, algo não muito comum entre as bandas do Brasil.


O bate papo sempre descontraido com os apresentadores Paula Baldassarri e Julio Feriato você pode conferir no link a seguir:

Programa Heavy Nation nº 24

 

Assista o videoclipe que a banda fez para a música "The Fall":

Por: Heavy Nation às 07h59 PM

Death Metal Alliance II: Evento em São Paulo confirma que há união de verdade na cena extrema

Por Durr Campos/Fotos Pierre Cortes

Um dos maiores trunfos do underground é a união entre seus seguidores. A afirmativa parece meio óbvia, mas não é. Infelizmente, na prática, as coisas nem sempre são tão boas como deveriam. Faz tempo que o cenário metálico passa por uma série de transformações numa urgência que fica quase impossível de saber onde começam e terminam. Logicamente esta velocidade reflete a atualidade e seria, no mínimo, infantil pensar que a música pesada não seria atingida.

Em tempos em que é possível para “qualquer um” gravar um disco/demo dentro do próprio quarto e fazer uso da Internet para divulgar seu produto, saber que há pessoas plenamente interessadas em ir à contramão da solidão gerada pela grande rede já é um alento. Daí quando observamos que essas mesmas pessoas ainda arrumam tempo para promover encontros entre bandas parceiras no intuito de reunir amigos, fãs e apreciadores em um grande momento de celebração sem a lucratividade como mote, meus amigos, não há como não aplaudir.

Foi isso o que aconteceu no final do mês de julho, quando quatro grupos resolveram dar continuidade ao já cultuado evento denominado DEATH METAL ALLIANCE, iniciado em 2010, mais precisamente no dia 25/07. Novamente o Club Outs, na Rua Augusta, São Paulo, recebeu o encontro.

Com seu Death Metal brutal e vocais a la Vader, a REPULSIVE CONCEPT fazia ali sua estreia e mandaram bem. O peso descomunal do trio empolgou de cara e nos fez ter a certeza de que a noite seria especial. Em seguida tivemos o ANARKHON, banda bastante cultuada da cena extrema paulistana. Já com dois álbuns gravados e um terceiro saindo do forno, o quarteto impressionou com sua pegada, técnica e qualidade sonora. As influências de Cannibal Corpse, Repulsion e Carcass são notórias, mas há muita personalidade nas músicas e letras, em especial com relação a estas últimas, que são em sua maioria cantadas em português. O timbre do Aron Romero, também guitarrista, nos remete ao saudoso (e grandioso) Tomb of the Mutilated (do já citado Cannibal Corpse). Destaques para os hinos gore “Killing, Deformed and Skinned”, “Espetaculo de Horror e Tortura”, a sintomática “Return to Cum” e o medley do Cannibal unindo “Staring Through the Eyes of the Dead” e “Stripped, Raped and Strangled”.

A terceira da vez, o VOMEPOTRO, quase coloca a casa abaixo. A euforia no público era tão grande quanto o tamanho do mosh-pit que abriu-se à frente do palco. Mega trampado, o quarteto não economizou na empolgação e mandou em sequência grandes pedradas a exemplo de “Worms Devour My Flesh”, “Assassin Psychopath” e “Defaced By Pestilence”. O som deles só melhorou desde o debut Zombie Gore Vomit (2006), e olha que o mais recente, o poderoso Liturgy of Dissection fora lançado há dois anos. Imaginem o que virá! Impossível não citar o trator, ou melhor, o baterista André Martuchi. Este cara poderia estar fácil em um Origin ou Nile. Se duvida, acessa o myspace deles e ouça, pelo menos, “Horror Humanufactore” e depois conversamos.


Para encerrar a noite, nada melhor que o anfitrião fazer as honras. O INFAMOUS GLORY não só fechou com chave de ouro (perdoe-me pelo clichê), como em minha opinião foi simplesmente a melhor de todo o DEATH METAL ALLIANCE II. Sou até meio suspeito por falar isso, pois sou um fã inveterado do Death Metal sueco na linha do Nihilist/Entombed, Carnage e Dimember. O pessoal da banda pode até discordar, mas até os timbres vocais e de guitarra levaram ao clássico atemporal Left Hand Path (debut do Entombed de 1990). A banda lançou o disco de estreia ano passado e vem ganhando novos apreciadores de forma notável. Para quem não sabe, o álbum “Deathstrike Revenge” reúne o dois cultuados EPs “Will to Dismember” e “Order of Doom”. Desde a abertura com a ótima “Sawed Flesh Pieces” até o desfecho com a trinca composta por “Nihilist Despair”, “Infestation” e a magistral “Final Awakening”, o que se viu foi um grupo bem ensaiado, coeso e apaixonado pelo que faz. Até o momento “Stand Up Comedy” protagonizado pelo guitarrista Eduardo Kexo encaixou-se à performance, acreditem ou não. Que venha a terceira edição!

Contatos das bandas:
Infamous Glory – www.myspace.com/infamousglory
Vomepotro – www.myspace.com/vomepotro
Ararkhon - www.myspace.com/anarkhon
Repulsive Concept - www.myspace.com/repulsiveconcept

Por: Heavy Nation às 07h13 PM

Vocalista do Warrant é encontrado morto!

Jani Lane, ex vocalista do Warrant, foi encontrado morto em seu quarto no hotel Comfort Inn em Woodland Hills na Califórnia na noite desta quinta-feira, aos 47 anos.  As causas da morte ainda não foram divulgadas.


Jani, que foi responsável por um dos maiores hits do Warrant, Cherry Pie, tinha problemas com álcool.

 


Por: Heavy Nation às 03h11 AM

Violator em São Leopoldo-RS

Por: Heavy Nation às 12h53 AM

Symfonia: Banda mostra entrosamento e simpatia em show de São Paulo

Texto e fotos: Durr Campos

Após toda a euforia causada pelo anúncio da formação do super grupo composto de membros que passaram por Stratovarius, Helloween, Masterplan, Gamma Ray, Sonata Arctica, Angra e Shaman, bem como o lançamento do esperado álbum de estreia, eis que o SYMFONIA pousou em nosso país para uma turnê que passou pela capital paulista. A banda é formada atualmente por Andre Matos (vocal), Timo Tolkki (guitarra e vocais), Jari Kainulainen (baixo), Mikko Härkin (teclados) e o estreante Alex Landenburg (ex-At Vance), substituindo Uli Kuschi.

A noite extremamente fria na cidade parecia não intimidar os fãs haja vista a grande fila que se formava na entrada do Blackmore Rock Bar, que abrigou o evento de última hora devido aos imprevistos ocorridos na produção, os quais alteraram a data inicial – dia 02 de agosto – e local. Algumas pessoas deixaram para comprar o ingresso na hora, mas não houve qualquer  tumulto. Muito pelo contrário, pois mesmo com um considerável atraso na abertura da casa, o que se via eram admiradores do SYMFONIA cantando canções do grupo e de suas bandas anteriores.

Gui Antonioli e Ricardo Chileno, integrantes do TierraMystica

Por volta das 21h a atração de abertura, os gaúchos do TIERRAMYSTICA, iniciou seu set. De cara percebemos que o Prog Metal melódico praticado por eles não é meramente uma cópia dos grandes nomes do estilo. Personalidade, ritmos folclóricos peruanos (pelo uso de flautas pan) e boa presença fizeram a festa do pessoal ávido por aquele Metal mais veloz e bombástico. O vocalista principal, Gui Antonioli, possui um belo timbre e se comunicou muito bem com a plateia. Destaque para as inspiradas canções “Winds of Hope” e “Spiritual Song”.


Breve pausa para alguns ajustes no palco e, às 23h, o quinteto brasileiro/finlandês/alemão surge provocando aplausos e gritos. De cara mandam os riffs iniciais de “Come By The Hills”, um dos grandes destaques do disco In Paradisum, lançado no começo do ano. Esta é uma típica canção de Timo Tolkki e não seria exagero algum dizer que ela poderia estar facilmente em qualquer álbum do Stratovarius. O mesmo pode ser dito da seguinte, “Forevermore”, com seu refrão daqueles de cantar junto. E foi o que aconteceu após o chamado de Andre Matos. Boa execução, apesar de a guitarra ter apresentado certo chiado. Por vezes percebia-se ainda o baterista pedindo retorno. Enfim, detalhes técnicos que não comprometeram a força das composições.


Andre então fala que, apesar da banda não querer viver do passado dos seus integrantes, gostariam de prestar um tributo a elas. “Acreditamos na música que estamos fazendo juntos e isso é o que importa”, disse, para emendar com a clássica “4th Reich”, do álbum Dreamspace da ex-banda de Timo Tolkki. E querem saber de uma coisa? Ficou tão boa quanto à versão gravada pelo Stratovarius em 1994, época em que o próprio Tolkki ainda acumulava o posto de vocalista. Com os ânimos em alta, “Rhapsody in Black” (outra do In Paradisum) foi a próxima. Sua letra é bem interessante e o início lembra um pouco bandas como o TNT e Harem Scarem. “Santiago” retoma o mesmo clima das típicas canções de Power Metal: guitarras e bumbos duplos velocíssimos somados a vocais altos e por vezes afetados. Entenda não se tratar de crítica, mas uma constatação, até porque quem é fã do estilo gosta que seja assim mesmo. E convenhamos, tanto Matos quanto Tolkki são baluartes neste quesito.


Alguns se perguntavam se o projeto Revolution Renaissance seria lembrado. “Last Night on Earth” respondeu com classe. Esta é uma daquelas jóias raras na música de uma forma geral. Se bem que ficou “fácil” com a ajuda de Michael Kiske, vocalista que gravou a versão em estúdio, presente no álbum New Era, de 2008. Andre volta a falar sobre os tributos e desta vez anuncia uma da banda que o projetou ao mercado internacional. Logicamente estamos falando do Angra, mas não tão óbvia foi a escolha da canção. “Lasting Child” tem sido tocada ao vivo nesta turnê pela primeira vez em sua história. E não é que a música que encerra o absoluto Angels Cry (1994) soou rejuvenescida? Vale destacar a atuação irrepreensível de Mikko Härkin, que não só manteve os arranjos originais compostos por Matos, mas também deu um toque particular.


O SYMFONIA retira-se momentaneamente do palco, deixando um sampler rolar, para então os músicos retornarem com a instrumental “Stratosphere”, do ótimo Episode (1996). Em seguida Timo pega uma guitarra acústica e após Andre “intimar” ao público que cante junto, executam a derradeira faixa do novo álbum. “Apesar desta não ser uma música técnica, ‘Don’t Let Me Go’ foi a mais difícil de gravar por ser a mais emocional”, revelou Matos. O vocalista paulistano retoma a palavra e desafia o público: “E então, vamos mostrar para esses gringos que somos os melhores do mundo?” Preciso comentar da euforia que se formou no Blackmore? “In Paradisum”, desta vez a música, nunca me pareceu tão pesada e intensa quanto ali. A paixão com que as notas eram tocadas foi tamanha que deixou uma sensação de “quero mais”, mesmo tendo quase 10 minutos de duração. Alex Landenburg fica sozinho no palco para um curto, porém interessante, solo de bateria. O restante da banda volta na sequencia e finaliza o set regular da noite com “Fields of Avalon”, faixa que abre In Paradisum.


O encore inicia em alto estilo com a rara (pelo menos ao vivo) “Dreamspace”, do já citado disco homônimo. Grata surpresa. O Revolution Renaissance teve nova participação no repertório, desta vez com a cativante “I Did It My Way”, outra das cantadas pelo Kiske na estreia em estúdio do projeto de Tolkki. Andre Matos aproveita para apresentar a banda de forma bastante descontraída e encerram de vez com uma do SYMFONIA: “Pilgrim Road”. Com a promessa de um retorno em breve, o quinteto despede-se dos seus fãs, deixando uma excelente impressão.


O único ponto negativo ficou por conta do baixo número de pagantes, algo que já está sendo uma constante em São Paulo, infelizmente.

Set-list
1.Come by the Hills
2.Forevermore
3.4th Reich (Stratovarius)
4.Rhapsody In Black
5.Santiago
6.Last Night On Earth (Revolution Renaissance)
7.Lasting Child (Angra)
8.Stratosphere (Stratovarius)
9.Don't Let Me Go
10.In Paradisum/Solo de bateria
11.Fields of Avalon
Encore:
12.Dreamspace (Stratovarius)
13.I Did It My Way (Revolution Renaissance)
14.Pilgrim Road

Por: Heavy Nation às 08h31 PM

Integrantes do Aggression Tales concedem entrevista ao Heavy Nation


No intuito de divulgar o CD "Random Acts of Physical Disgust", o guitarrista Felipe Ruiz e o vocalista Bruno Pompeo, ambos da banda thrash metal Aggression Tales, concederam entrevista ao Programa Heavy Nation, da Rádio UOL.

Durante o descontraído bate papo com os apresentadores Paula Baldassari e Júlio Feriato, os músicos contaram algumas curiosidades sobre o álbum, inclusive sobre o fato dele ter sido lançado pelo selo indiano Six Inch Nails Records.

Outros assuntos também foram abordados, como os shows que o Aggression Tales fez com a banda Master no sul do país. Isso tudo regado a uma trilha imperdivel de bandas como Overkill, Communic, Exhortation, Deadborn, Eternal Tears of Sorrow e outras.

A edição nº 23 do Programa Heavy Nation estará disponivel nesta sexta, à partir das 19h, em http://www.radio.uol.com.br/#/programa/heavy-nation.


Por: Heavy Nation às 12h21 PM

Symfonia confirma shows da turnê brasileira

A banda Symfonia confirma a realização dos shows em São Paulo no dia 3 de agosto, quarta-feira (originalmente previsto para o Carioca Club no dia 2 de agosto - e transferido para o dia seguinte, no Blackmore Bar), e em São Luis do Maranhão no dia 6 de agosto, sábado. O show do Rio de Janeiro, que se realizaria domingo dia 7, foi cancelado.

A banda esclarece que as alterações de última hora ocorridas na agenda da turnê ocorreram por decisão dos promotores e por motivos completamente alheios à sua vontade. O grupo, que já se encontrava no Brasil, se dispôs a mudar o local e data dos shows para que estes não fossem cancelados. Infelizmente, isto não foi possível em relação ao show do Rio de Janeiro. Os promotores garantem a devolução dos ingressos e toda a assistência necessária. Os ingressos adquiridos também permanecem válidos para todas as datas confirmadas.
 
O quinteto promete voltar em breve para realizar mais uma grande turnê para o público brasileiro - e principalmente do Rio de Janeiro. As apresentações iniciais no Festival Porão do Rock em Brasilia e no Bar Opinião em Porto Alegre foram consagradas pela imprensa especializada, como o site Whiplash, que destacou a impressionante performance do grupo e confirmou seu status de superbanda.

Por: Heavy Nation às 08h23 AM

Nuclear Assault em São Paulo

Por Julio Feriato/Fotos: Gil Rocha


A noite de 30 de julho realmente foi metálica na capital paulista. No final de tarde rolou o futebol beneficente com os integrantes do Evergrey, e logo depois, no estúdio Emme, os nórdicos do TÝR fariam sua primeira apresentação no país. Pararelo a isso, o Carioca Club abria suas portas para receber quase 2 mil headbangers sedentos para celebrar uma das bandas mais queridas do Speed/Thrash Metal, o NUCLEAR ASSAULT.

Banda OITÃO com Marcus D' Angelo do Claustrofobia

Mas não foi somente de headbangers estilo anos 80 que o público do evento foi composto. Havia vários fãs de hardcore zanzando entre a platéia, e talvez pelo fato das bandas escolhidas para abrir o evento não serem puramente de heavy metal. A Oitão, primeira banda a tocar, segue a linha hardcore/crossover e fez um set bem empolgante, com direito a participação de Marcus D' Angelo, vocalista do Claustrofobia. Já a Imminent Attack, é voltada ao thrash/crossover e lembra bastante o Tankard. A banda foi responsável pela abertura de uma grande roda no meio da pista, sinal de que agradou.


Cerca de 30 minutos após a ótima apresentação da Imminent Attack, as cortinas se abriram e lá estavam os quatro membros do Nuclear Assault: Dan Lilker (baixo/vocal), John Connelly (vocal/guitarra), Scott Harrington (guitarra) e Glenn Evans (bateria). E sem frescura alguma já começaram com "Rise from Ashes", do petardo Survive (1988). Detalhe: aquela roda que a Imminet Attack havia aberto anteriormente voltou com ainda mais força! Mesmo com o som nitidamente embolado (a única coisa que dava para ouvir com perfeição era o vocal de John), ninguém deu a mínima, a pista do Carioca virou um verdadeiro pandemônio! Sem direito para cuspir, a banda emenda com "Brainwashed" e em seguida com "F#". 


Antes de anunciar a próxima da noite, John agradeceu ao público: "Muito obrigado a todos vocês, é sempre um prazer tocar no Brasil!". Ele ainda arriscou alguma coisa em espanhol, mas que ninguém entendia coisa alguma (quando será que esses gringos vão aprender que no Brasil se fala português, e não espanhol?). E anunciou "New Song" para o delirio de todos, que foi apenas uma introdução para o maior hit da banda: "Critical Mass". Simplesmente todos os presentes cantavam o refrão junto com a banda, inclusive este que vos escreve. Infelizmente Scott Harrington teve problemas com sua guitarra bem na hora do solo, e ficou o resto da música tentando fazer o instrumento voltar a funcionar. Aliás, problemas no som foi uma constante neste show, talvez pelo fato da banda não ter trazido seu próprio técnico nesta turnê. Desde o inicio do espetáculo o som estava mal equalizado, e vez ou outra algum instrumento simplesmente falhava; só quem realmente conhecia as músicas conseguia distinguir alguma coisa. Lógico que isso não foi problema para a maioria que estava ali.

Um fato engraçado é que sempre alguém pulava a barreira de proteção e subia no palco, mas na instrumental "Game Over" o negócio ficou feio. Uma guria que também se arriscou a subir tentou fugir do segurança em cima do palco. Gargalhadas eram gerais, principalmente quando ela esbarrou em Dan Lilker e por pouco ele não caiu lá de cima! Foi quando o segurança a agarrou e a jogou brutalmente de volta para a plateia.

O restante da noite também foi recheado de clássicos do grupo, com o set sempre baseado nos álbuns Game Over, Survive e Handle With Care. "Butt Fuck", "Justice", "Sin", "Price of Freedom" e "Wake Up" não deixaram pedra sobre pedra, com todos agitando e cantando os refrões em uníssomo.

Após executarem "When Freedom Dies", foi a vez de Dan Lilker assumir o vocal e tocaram "My America", "Hang the Pope" e "Lesbians", todas ovacionadas pelos presentes. Em seguida, "Great Depression" e "Trail of Tears" deram a entender que este seria o fim da apresentação, mas encerraram com "Technology". Muitos acharam que a banda ainda voltaria para tocar mais alguma, mas as luzes do Carioca se acenderam e todos foram "convidados" a se retirar do local, pois em seguida haveria outro evento. Particularmente eu esperava que ao menos eles executassem "Something Wicked", do álbum homônimo que a banda lançou em 1993, e que é considerado o trabalho mais comercial da banda.


Para finalizar, não possso deixar de comentar algumas impressões sobre esta passagem do Nuclear Assault por São Paulo. Por mais que o som estivesse ruim, que os integrantes estejam coroas e de cabelo curto (com excessão de Dan Lilker), uma coisa é certa: eles continuam com um pique absurdo, principalmente o vocalista John Connelly, que parecia um "macaquinho" de tanto que pulava. Já Dan Lilker ficou mais na dele, e interagiu algumas poucas vezes. Mas é importante salientar: Nuclear Assault encerrou suas atividades já faz algum tempo, e se reuniram apenas para fazer alguns shows. Ou seja, tão cedo eles não voltam pra cá (se é que irão voltar algum dia). Portanto, quem não viu desta vez, provavelmente não verá mais. Sorte de quem foi!

Set list:

Rise From the Ashes
Brainwashed
F#
New Song
Critical Mass
Game Over
Butt Fuck
Justice
Sin
Betrayal
Price of Freedom
Wake Up
When Freedom Dies
My America
Hang the Pope
Lesbians
Great Depression
Trail of Tears
Technology


Por: Heavy Nation às 01h40 AM

Sobre os autores

Paula Baldassari começou a ouvir heavy metal aos 11 anos por causa do Metallica e, desde então, sua paixão pelo estilo só cresceu. Já foi colaboradora de revistas como Rock Hard Valhala, Rock Brigade, Comando Rock e de sites especializados como Whiplash e Live Rock. Foi apresentadora do DDO na Brasil 2000 FM e atualmente é uma das locutoras da Radio Eldorado FM.

Julio Feriato cursou a faculdade de Letras, mas sempre sonhou em ser jornalista especializado em música. Para suprir tal anseio, editou o fanzine "Shadows" (1995); em 2004, foi um dos principais colaboradores do extinto site gaúcho "Metal Attack".

Sobre o blog

Heavy Nation é um programa da Rádio UOL especializado em heavy metal. O programa nasceu da necessidade de divulgar bandas independentes, que não encontram espaço na grande mídia, e também traz clássicos do estilo.
No blog Heavy Nation, você encontra informações extras e conteúdos que não foram apresentados no programa - entrevistas, vídeos, resenhas de shows e álbuns, além de notícias sobre o que acontece na comunidade metal do Brasil e do mundo.

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