Heavy Nation 104 tem bate papo com Cherry Sickbeat do Hellsakura e participação especial de Rafael Iak do Woslom
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O Heavy Nation 104 trouxe essa semana bate papo com Cherry Sickbeat, vocalista do Hellsakura. Mas a história de Cherry não começa com sua atual banda.
Quem viveu de perto a cena do rock brasileiro no inicio dos anos noventa com certeza se lembra do Okotô. Capitaneado por Cherry, o grupo ficou muito popular depois que o clipe da música Give Your Money começou a ser veiculado quase todos os dias no saudoso programa Gás Total, do Gastão.
Nesta edição do Heavy Nation, Cherry conta várias curiosidades sobre o Okotô, inclusive o real motivo da banda ter acabado. "O lance é que fomos ficando cada vez mais pesados e isso se tornou um problema", declara. "Uma vez fomos numa rádio para divulgar uma música nova e o cara [da Rádio] disse: vocês estão loucos?"
A edição também contou com a presenca de Rafael Iak, guitarrista da banda paulista de Thrash Metal Woslom, que irá lançar no dia 03 de Junho o segundo álbum de estúdio.
Intitulado Evolustruction, Iak disse que as novas músicas estão bem diferentes do Thrash "old school" que a banda apresentou no primeiro álbum. "Posso dizer que neste trabalho nós literalmente caminhamos para a evolução e não para destruição", brinca o guitarrista. O videoclipe que o Woslom fez para a faixa titulo já foi lançado no Youtube.
O set list ainda conta com novas do Orphaned Land (que toca em São Paulo na próxima semana) e Sirenia, além de nomes do Metal brasileiro como The Mist, Ungodly e Skinlepsy.
No Metal Judgement, os convidados opinaram sobre as bandas Rage Darkness, Sodamned e Mad Old Lady, mas o veredicto final ficou por conta de Cherry. Para saber qual banda foi escolhida, acesse o link abaixo e escute o Heavy Nation 104 na íntegra!
Heavy Nation 104 com Hellsakura e Woslom
Por: Heavy Nation às 02h39 PM
Grave Digger toca em Porto Alegre na próxima semana e terá banda Scelerata como convidada

Os headbangers gaúchos tem encontro marcado com o Grave Digger na próxima semana!
O grupo alemão divulga seu mais recente álbum de estúdio, Clash of the Gods (2012) e toca em Porto Alegre em 30 de maio, no Beco. A banda Scelerata, que ano passado lançou o elogiado novo trabalho The Sniper, irá tocar como convidada.
Confira o serviço do evento:
GRAVE DIGGER
Banda convidada: Scelerata (RS)
Local: Beco (Av. Independência, 936)
Data: 30 de maio, quinta-feira (feriado)
Cronograma:
18h - abertura da casa
19h - Scelerata
20h - Grave Digger
Ingressos:
Primeiro lote: R$ 70,00 (ESGOTADO!)
Segundo lote: R$ 80,00
Terceiro lote: R$ 90,00
Pontos de venda:
Online: www.ticketbrasil.com.br (em até 12x no cartão)
Lojas:
A Place (Centro Shopping - Rua Voluntários da Pátria, 294, loja 150)
Zeppelin (Galeria Luza - Rua Marechal Floriano, 185, loja 209)
Short Fuse (Shopping Total)
Informações: (51) 3026-3602
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www.facebook.com/abstratti
www.twitter.com/abstratti
www.youtube.com/abstratti
Por: Heavy Nation às 07h52 PM
Gustavo Sazes elege artes favoritas e conta sua trajetória ao topo do Metal

Por Maurício Dehò
Quem nunca ficou tentado a levar para casa um CD/disco só porque viu aquela bela capa, mesmo que nem conheça a banda? Pois é, as artes são parte fundamental do pacote, mas seus artistas poucas vezes conquistam a fama que as bandas para que desenham têm. O Brasil tem um representante nas cabeças do Metal: é Gustavo Sazes. Arch Enemy, Krisiun, Morbid Angel... Esses são alguns dos artistas de mais de três dezenas de países com quem o brasileiro de 35 anos trabalhou. Tudo começou brincando, criando para sua própria banda.
A ideia de Sazer era ser músico, de fato: tocava o tempo todo, estudava seis horas por dia, participava de várias bandas... Mas guardou a guitarra no armário e hoje já soma cerca de 400 capas, 600 sites e estima que, no total, mais de 2 mil trabalhos. De professor de informática (alguém mais se lembra dessa palavra?) na Microcamp, ele trabalhou em agências de publicidade, incluindo uma evangélica, antes de encontrar seu caminho. Sazes desenha as capas de grandes nomes da cena, mas mesmo com traços e cores chamativos, prefere se manter à sombra.
Hoje morando em Portugal, ele não publica fotos pessoais, dá poucas entrevistas e foge dos holofotes. Ainda assim, aceitou falar com o Heavy Nation. Confira o papo, em que conta detalhes da carreira, explica seu trabalho e ainda elege as capas preferidas que fez e que outros artistas desenharam:

Heavy Nation: Primeiro, gostaria que você contasse o básico pra gente: como você começou a trampar com artworks e como chegou a esses trabalhos com bandas tão consagradas?
Gustavo Sazes: Não foi nada muito planejado na verdade, foi total acaso do destino. Eu era jovem, tinha uma banda e precisávamos de um site e uma capa de demo, e por total falta de opção e grana eu acabei por fazer algo com a ajuda de um amigo. Tudo era muito básico e amador, mas segui fazendo mais sites e capas pra outras bandas de amigos ou mesmo as minhas, mas nada muito sério. Um belo dia eu me vi fazendo CD pra bandas fora do Rio de Janeiro (onde eu morava ate então) e depois fora do pais. Eu estava sempre em contato com varias bandas no mundo todo seja por email ou pessoalmente. Acima de tudo eu tive e ainda tenho muita paciência pra buscar os meus objetivos, e esse é o maior "segredo" do meu trabalho, saber esperar, escolher e potencializar.
Quais são seus estilos preferidos? O que você mais curte no Metal?
Eu gosto de muita coisa diferente, dentro ou fora do metal. Mas confesso ter uma certa predileção pelo som europeu, seja Death Metal, Hard Rock, Power Metal, Industrial, seja la qual for a classificação. No trabalho, meu estilo se identifica de maneira mais restrita, não por gosto pessoal, mas por uma limitação estética efetiva. Hoje não me vejo fazendo uma capa com elfos e dragões, e olha que eu adoro esse tipo de capa, mas isso pode mudar daqui a 3 meses ou 10 anos. Eu não parei hoje, nem ontem e nem vou parar amanhã. Sempre penso em deixar aberta essa porta pra evolução, pro descobrimento e redescobrimento de elementos que podem um dia vir a fazer parte das minhas composições.
Como é o processo, desde o contato de uma banda, à finalização da arte de um disco/CD?
Não tem muito mistério, tudo se resolve do jeito mais simples possível, via email. Eventualmente eu encontro com algum cliente pessoalmente pra conversar sobre algum trabalho de forma preliminar, mas é raro e muito pontual. Eu trabalho pra bandas em mais de 30 países, imagine ter que conhecer um por um pessoalmente? Bom o processo de negociação pode ser feito pela banda, manager ou pelo A&R do selo, não tem muita regra nesse hora, mas o importante é que tenha alguém a frente resolvendo tudo. Na sequência é uma questão de se ajustar o budget, prazos, realizar e finalizar o trabalho. Claro que dentro desse processo existem inúmeras variáveis que interferem mas o processo funciona mais ou menos da mesma maneira para todos.

Neste processo, imagino que você começa a capa de um jeito e termina de outro algumas vezes, não é? Você precisa refazer muitas vezes o trabalho; e as bandas são chatas com isso?
Depende muito do trabalho. O meu processo criativo é muito estranho e desordenado, eu efetivamente nunca sei como a capa vai sair. Eu simplesmente começo a pensar na idéia, nos elementos que a composição poder vir a ter e começo a pesquisar visuais, vou tirar algumas fotos ou busco nos meus bancos de imagem ou até rabisco algo no papel, mas isso não é um método, isso simplesmente acontece de forma caótica. O processo pode ser totalmente diferente desse listado, se eu fizer 10 capas em sequência serão 10 processos criativos extremamente distintos. A única constante no meu processo é o estudo de cor que levo muito a sério, e me toma realmente muito tempo pra decidir o que usar e não usar. Normalmente vou pensar em cores quando a composição está 90% finalizada.
Sobre fazer ou refazer isso também varia muito, eu mesmo já refiz capas 20 minutos antes de enviar pro cliente olhar, isso depois de ter passado duas semanas trabalhando em cima da ideia original. Tem momentos em que eu sinto essa necessidade de virar tudo do avesso pra que algo faça mais sentido. Desconstruir tudo que construi de forma errática pode parecer extremo mas isso acontece e eu respeito muito esses insights. Já fiz capas que tive que refazer muitas vezes seja lá por qual necessidade, mas o budget cobria as mudanças, então, mãos à obra. Da mesma forma muitas da minhas capas mais "famosas" foram feitas de uma vez, não mexi em nada, foram criadas e assim ficaram. Sobre as bandas "chatas" ou "exigentes", sim, existem ambas, alguns já tem algo muito definido em mente e querem ou precisam de X ou Y, cabe a mim perceber isso e definir se é possível fazer ou não dentro daquele budget. Alguns trabalhos não valem a pena pelo dinheiro e pelo renome, você perde muito tempo atendendo clientes que certamente confundem "ser exigente" com "ser inseguro". Esse tipo de trabalho acaba por atrapalhar todos os outros, você não consegue filtrar esses sentimentos, essa frustração, e isso contamina o processo criativo em outras esferas.
O Metal muitas vezes é cheio de clichês. É difícil fugir disso?
Cada caso é um caso, e você tem que se adequar a isso. Eu diria que a dificuldade é saber dizer "não" quando o cliente te pede mais uma capa com "caveiras e pentagramas" ou com a famosa "cidade destruída, fim do mundo, Mad Max misturado com Blade Runner". Devemos dizer "sim"? Claro, você pode fazer o que quiser, e sim precisamos de capas com caveiras, pentagramas, dragões, cidades apocalípticas, etc! Mas também podemos fugir disso, pensar "fora da caixa", desenvolver melhor os conceitos e semiótica, criar efetivamente e não se limitar a reproduzir idéias. Não digo pra fugir dos clichês, mas sim trazer o "usual" para sua própria linguagem, suas referências, sua zona de conforto. Aborde de forma ímpar o concreto e o empírico, estude algumas referências, leia sobre história da arte, entenda um pouco sobre os movimentos e escolas, aprenda a combinar as cores, etc. Tudo que você puder trazer pra idéia original vai ser bem-vindo pro seu desenvolvimento no processo criativo. Agora existe um limite tênue entre repetir/reciclar e ter seu estilo próprio. Pessoalmente, gosto de ter alguns elementos que sempre voltam a figurar nas minhas composições, muita gente não percebe, nem eu percebo quando crio, por vezes vou notar isso daqui a 3 anos olhando outra arte. Acho que isso define bem uma linguagem, um toque pessoal na escolha de uma cor ou detalhe, etc.

Para finalizar, queremos saber de você duas listas: as dos seus 5 trabalhos preferidos, e qual é seu top 5 de outros artistas.
Pergunta muito dificil, 5 é muito pouco, vou ser extremamente vago nessa. Minhas escolhas refletem o meu momento hoje, isso quer dizer que a lista abaixo pode mudar radicalmente na próxima semana. Então sem nenhuma ordem específica vamos à listagem:

1. "Powerslave" - Iron Maiden: Talvez minha capa favorita do Maiden: icônica e imponente, com cores belíssimas. Citaria também a do Seventh Son, meu disco do coração, mas Powerslave tem um impacto visual fora do comum.

2. "Because Of the times" - Kings of Leon: Também é dificil escolher uma capa dessa banda, todas são muito boas, Only By The Night (absurda!!!) seria outra opção mas eu adoro capas com algum tipo de movimento e poucos elementos, essa em especial tem tudo isso e muito mais.

3. "The Division Bell" - Pink Floyd: Outra obra-prima do já falecido mestre Storm, encerra com chave de ouro a discografia em estúdio dessa magnifica banda.

4. "Countdown do Extinction" - Megadeth: Visualmente falando é de uma poesia, tem tanta profundidade, riqueza de luz e sombra. O disco e a capa são clássicos absolutos.

5. "The 2nd Law" - Muse: Eu não sou muito fã da banda mas amo suas capas. Essa capa é quase hipnotizante, tem aquele movimento intrínceco, as cores, enfim… quem já teve o álbum em mãos vai entender.
Das minhas capas, tarefa ultra mega difícil (e mais do que injusta), eu gosto de muitas, algumas têm um sentido especial na minha vida seja lá qual for o motivo, então vejamos algumas:

1. "Illud Divinum Insanus" - Morbid Angel, CD:
Trabalhar com o Morbid Angel foi algo surreal. Essa capa tem muitos detalhes, simbolismos, é insana e perturbadora. Eu me lembro de ter comentado com David sobre como criar uma personagem que tivesse elementos de várias religiões de maneira distorcida, beirando a demência. Tenho várias edições deste disco e todas ficaram matadoras, em especial uma box de metal estilo Blu Ray em alto relevo. Quando adolescente eu tinha um fichário de escola com apenas um adesivo, o logotipo do Morbid Angel em P&B feito em casa, recortado e colado com papel adesivo. Jamais poderia imaginar que 20 anos depois eu estaria fazendo a capa de um disco deles.

2. "Black Earth Remastered & Expanded Edition" - Arch Enemy, CD:
Eu gosto muito de fazer capas revisitadas, pegar o antigo e dar uma roupagem nova, e ter feito essa edição pro mercado japonês exclusivamente foi muito legal. Neste meu segundo trabalho com o Arch Enemy inicialmente Michael e eu discutimos sobre a possibilidade da arte ser mais literal em relação ao titulo mas a idéia de refazer a capa com crânios funcionou de forma natural. A capa da edição européia (que eu nem sei quando vai sair) é um pouco diferente, tanto na capa quanto encarte, foi proposital até, semelhante ao que fiz em diferentes edições do disco The Root of all Evil.

3. "Few Against Many" - Firewind, CD:
Essa foi minha sexta capa com a banda e uma de minhas prediletas. Trabalhar com Gus G é extremamente gratificante, temos uma sinergia extrema quando criamos pensamos nos visuais pro Firewind. Cada disco é um desafio e em Few Against Many não foi diferente. Gosto da profundidade, do céu dramático, adoro brincar com elementos como fogo e vento, as cores, etc. As bandeiras no fundo foram inspiradas em visuais do filme Ran, de Akira Kurosawa.

4. "The Nexus" - Amaranthe, single CD:
Trabalho com o Amaranthe desde a primeira demo, quando eles ainda se chamavam Avalanche e desde sempre gosto do approach moderno e pop da banda, musicalmente e visualmente falando. Neste ultimo trabalho eu tive essa ideia de fazer algo mais "eletrificado", mais pulsante, cinematográfico, e a capa desse single "The Nexus" resume tudo isso. Gosto muito das cores e do movimentos das luzes, que aliás foram fotografadas na Avenida Paulista em SP.

5. "Equilibrium" - God Forbid, CD
Minha segunda capa com o God Forbid, foi uma reação pessoal à capa anterior, Earthsblood, eu queria fazer algo mais orgânico e cru. Cheguei a pensar em outras ideias sobre a dualidade e o equilíbrio mas essa fez todo o sentido após ser finalizada. O merch derivado das artes do disco também ficou matador.
Por: Heavy Nation às 07h50 AM
Confirmados no Rock In Rio deste ano, gaúchos do Hibria disponibilizam novo videoclipe

O novo álbum, que terá seu título divulgado em poucos dias, será lançado no Brasil pela Voice Music, no dia 13 de julho. No Japão, o trabalho sairá pela King Records no dia 26 de junho.
O material foi gravado nos estúdios Hibria Studios e Cidade Baixa sob a produção de Renato Osorio, também guitarrista do grupo. A mixagem ficou por conta de outro músico da casa, Benhur Lima e a masterização feita pelo norte-americano Mike Couzzi.
O videoclipe para a música Silence Will Make You Suffer contou com a direção de Luís Mário Fontoura, direção fotográfica de Lívia Santos, direção de arte de Ana Musa e montagem e finalização por Denise Marchi. Confira!
Contato para shows: hibria@hibria.com
Sites relacionados:
www.hibria.com
www.facebook.com/HIBRIAOFFICIAL
www.myspace.com/hibria
www.metalmedia.com.br/hibria
Por: Heavy Nation às 10h49 PM
Mysteriis faz campanha de pré-venda do relançamento de seu primeiro álbum

A banda Mysteriis segue com a campanha de pré-venda do relançamento de seu primeiro álbum About the Christian Despair (1999), em versão LP.
As pré-vendas do relançamento em vinil deste clássico, já alcançaram 36% de seu objetivo em apenas duas semanas de campanha. “Estamos muito felizes com o resultado alcançado até então, mas só estaremos satisfeitos quando chegarmos à totalidade de 120 cópias pré-vendidas, o que nos viabilizará uma grande parte do valor da prensagem deste formato que é muito caro no Brasil, mas muito especial. Por isso, pedimos não somente aos fãs da banda, mas aos fãs de Black Metal, colecionadores de vinis contemporâneos e principalmente aos apreciadores do Metal Nacional que nos apóiem”, declarou o guitarrista Mantus.
Neste mês de maio, About the Christian Despair foi citado na edição de 15 anos da revista Roadie Crew (N* 172), que homenageia 60 grandes álbuns do Metal Brasileiro, mais um exemplo de sua grandeza e importância para o cenário nacional.

A campanha
O valor mínimo de pré-compra, já com frete incluso, é de R$ 50, dando direito a 1 cópia do LP (assinada com dedicatória) com o nome de cada pré-comprador publicado no encarte.
Outros valores disponíveis dão direito ao número de cópias equivalente, assim como a prêmios exclusivos. Lembrando que isto não é um pedido de doação, mas uma pré-venda (em um valor justo em se tratando de vinil), que através da união, fará vivo um projeto em nome de um clássico nacional.
Para conhecer os detalhes da campanha e saber como fazer parte da pré-compra, os interessados podem acessar o link: catarse.me/pt/mysteriis ou esclareçam suas dúvidas diretamente com a banda através do email mysteriisofficial@gmail.com.
Por: Heavy Nation às 06h28 PM
Heavy Nation 102 traz entrevista com Timo Kotipelto, vocalista do Stratovarius
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O Heavy Nation desta última semana teve o orgulho de receber Timo Kotipelto, vocalista da banda finlandesa Stratovarius, que lançou este ano o novo álbum intitulado Nemesis e que toca em São Paulo neste sábado (18) no Carioca Club.
Kotipelto mostrou-se muito bem humorado mesmo em assuntos mais delicados, como por exemplo, quando questionado sobre o ex-guitarrista Timo Tolkki. "Nossos fãs podem até ser radicais, mas não são estúpidos, pois era óbvio que Timo [Tolkki] tinha problemas mentais. Foi muito melhor para nós quando ele decidiu deixar a banda, pois não temos mais prejuízos como planejar uma turnê e ela não acontecer porque alguém achou que as estrelas não estão na posição correta ou algo assim", ironizou o vocalista. "Mas eu respeito todo o trabalho que ele fez com o Stratovarius e desejo o melhor pra ele".
Acesse o álbum com todas as fotos de Timo Kotipelto no Heavy Nation

Os apresentadores Julio Feriato e Fernanda Lira com Timo Kotipelto (ao meio), no estúdio da Rádio UOL
Além do bate papo bem humorado com Kotipelto, o Heavy Nation também trouxe esta semana músicas novas do Amon Amarth, Memory Garden, Shade Empire, as brasileiras Painside, Glitter Magic e Voodoopriest, além de clássicos do Rainbow, Queensrÿche e Slayer.
E no quadro "Metal Judgement", Kotipelto teve a árdua tarefa de expressar sua opinião sobre as bandas Pastore, Age Of Artemis e Rygel. Para saber quem o vocalista escolheu entre as três e escutar a entrevista na íntegra, basta acessar o link http://uol.fm/bgd21.

Por: Heavy Nation às 08h41 PM
Gangrena Gasosa: Criadores do Saravá Metal lançam documentário com os 20 anos de macumba, farofa e polêmicas
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Heavy Nation 100: Max Cavalera fala de Sepultura e Sarcófago; ouça

A banda conta com "entidades" como Exú Caveira, Zé Pelintra (o nosso entrevistado Angelo Arede, de branco), Pomba Gira e Omulu
"As pessoas esqueceram um pouco da parte do rock de se divertir, parece heavy metal universitário. Rock é meter o pé na porta e quebrar tudo. Rock é agressão, e a Gangrena Gasosa é síntese disso", Angelo Arede, vocal.
Por Maurício Dehò
O subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro gerou uma das bandas mais criativas, pesadas e polêmicas do Brasil: a Gangrena Gasosa. Criadores e únicos representantes do Saravá Metal, estes malucos misturam Metal extremo com letras inspiradas na macumba e apresentações no mínimo excêntricas, já que se fantasiam como entidades do candomblé, levam despachos ao palco e dão banho de farofa no público. Após duas décadas de uma história "escrota", como os próprios integrantes definem, a Gangrena lança neste fim de semana o documentário "Desagradável", que vai fundo nos causos vividos por eles.
A frase do ex-vocalista Chorão no DVD, "a gente toca essa p... pra ser escroto mesmo", define bem a filosofia da banda, que pouco documentou seu passado. A ideia de gravar um DVD veio quando a Black Vomit produziu o "Guidable", contando a história do Ratos de Porão, e Chorão mandou uma longa carta ao diretor, Fernando Rick, elogiando o projeto. No início, os planos eram diferentes.
"Tivemos a ideia de fazer um show com uma grande produção, mas não deu certo. Então combinamos de fazer um show junto a um pequeno documentário. Mas quando fomos colhendo material eram tantas histórias, que o documentário cresceu e, se não ficasse com as duas horas que fizemos, ficaria incompleto", conta Rick, que teve pouquíssimo material de arquivo para trabalhar, e acabou baseando boa parte do filme nos personagens riquíssimos da banda.
"Nosso objetivo é mostrar para a cena Metal e para o Brasil a história da Gangrena que muita gente encara como lenda: os atentados, perseguições, coisas sobrenaturais. É também um documento da cena do Rio em 1990", explica o vocalista Angelo Arede, que no palco é o engravatado Zé Pelintra e é o integrante a mais tempo na banda. "Queremos ainda que coroe a nova fase da Gangrena."
Praticamente todos os integrantes que passaram pela Gangrena – uma família enorme em que o entra e sai de integrantes é constante – passa pelo documentário, detalhando histórias quase mirabolantes. Estrelas ligadas à banda, como João Gordo, Marcelo D2 e Jello Biafra ilustram a importância e dão sua visão do grupo.
A história caótica da Gangrena Gasosa se tornou conhecida rapidamente com o disco de estreia, o tosco mas genial "Welcome to the Terreiro", de 1993. (Qualquer semelhança com "Welcome to the Jungle" NÃO é mera coincidência). As referências à macumba, o som extremo e o lado trangressor da banda os fizeram ser vistos mesmo fora da cena, chegando até ao programa de Jô Soares.
A ideia era simples: fazer Metal com cara de brasileiro. “Bicho, nós sempre tivemos essa visão que a coisa do Metal, do Black Metal, dos estereótipos, eram muito traduzidos do Metal europeu e americano. Isso não diz muita coisa para quem está no Brasil. Ninguém tem medo de evocar Belial, Astarod... Mas quando passa perto do despacho pede licença. Nós quisemos traduzir o assustador para o Brasil”, detalha Angelo.
Ao mexer com macumba, eles sabiam que estavam colocando os pés num assunto pesado. Tão pesado, que até integrantes da banda admitem ter passado medo do “sobrenatural”. Os shows da banda tem despachos no palco, velas pretas, galinha frita e farofa sendo jogada na cabeça do público – para alguns um susto, para outros, que já esperam a chuva de farinha, uma “benção”.
“A maldição da Gangrena é relativa, porque é tudo um bando de louco extremo do metal. É fácil associar ao sobrenatural. Mas algumas coisas são estranhas realmente. Tem gente que vira no santo, tem gente que chega no show e fala umas coisas pra nós, tem o lance do Garage (casa de show), em que diziam que a gente perturbava o terreiro ao lado... Comigo nunca aconteceu nada nesse sentido, mas é aquilo: não acredito em bruxas, mas que existem, existem”, ri o líder do grupo, que hoje tem integrantes do candomblé, umbanda e ateus.
Em outro caso bem mais real e sem grandes fantasias, o vocalista Paulão apanhou de simpatizantes da macumba que acharam um folheto da Gangrena Gasosa em seu bolso. Ele quase morreu devido à imagem da banda.
“No começo, a coisa era para esculhambar, para chamar atenção e tudo. Passando o tempo, inserimos musicalmente tanto na música quanto nas letras a macumba. Mas o universo do Saravá Metal é do cotidiano, do dia a dia, percebemos que não podia tratar só de macumba, mas de tudo que o pessoal aqui do subúrbio do Rio vivencia. Pegamos o que está à nossa volta para agredir”, acrescenta Arede.
O diretor, Fernando Rick, admite que conhecia a Gangrena Gasosa por cima, mas que ficou impressionado com o que pôde conhecer a fundo. “Antes era uma música de zoeira falando de macumba, bem tosquinho. Hoje é uma banda com puta som e essa temática. Quanto às histórias, é uma mais maluca que a outra; os personagens são diversos e incríveis. Eles são bando de doido”, define ele. O objetico de Rick, como no documentário do Ratos de Porão, é atrair um público amplo, não só do Metal, que se interesse em todo o aspecto cultural da Gangrena.
A música
"Você monta banda de rock pra zoar o barraco, se você monta uma banda para fazer dinheiro, você tá errado na essência", Cid Mesquita, co-fundador e ex-baterista da Gangrena
Ex-líder do Dead Kennedys, o icônico Jello Biafra aparece no documentário falando da sua pequena e fundamental influência para a Gangrena. Ele ouviu o primeiro disco e sugeriu que eles colocassem a percussão menos pontualmente; que ela fizesse parte de todo o contexto musical. “Smells Like a Tenda Spírita”, de 2000, trouxe esta evolução, que foi ainda além com “Se Deus é 10, Satanás é 666”, de 2011.
“Quando o Jello conheceu a Gangrena e levou as fitas demo, cruas como eram, tínhamos só os pontos de macumba, mas não era colocado dentro das músicas. Ele mandou uma carta, dizendo que seria legal que colocassem mais elementos, incorporassem no som”, conta Arede. Apesar da dificuldade de encontrar músicos que aceitassem o desafio de colocar os batuques no Metal, a Gangrena acabou se acertando e trabalhando com nomes como Fabio Lessa, Elijan Rodrigues e Anjo Caldas (conhecido por tocar com Elba Ramalho).
Mesmo com a evolução musical, a banda não quer perder o aspecto trangressor que é fundamental na sua identidade. Mesmo que a sociedade do politicamente correto de hoje possa olhar feio.
“Isso a Gangrena nunca vai perder, porque já vem da essência. É tudo um bando de espírito de porco! O headbanger que vai para o show da Gangrena quer tomar farinha na cabeça. É até decepcionante quando não podemos jogar o despacho. As pessoas esqueceram um pouco da parte do rock de se divertir, parece heavy metal universitário. Rock é meter o pé na porta e quebrar tudo”, diz o vocalista.
“A essência é o metal, o esporro, o politicamente incorreto do subúrbio do Rio”, completa.

Lançamento e futuro com disco novo
“A gente tem que esculhambar, inovar, tem que ser inesperado. Tem mais coisa que estamos preparando. Acho que as pessoas vão ficar mais horrorizadas ainda (risos)”, Angelo Arede.
O lançamento do documentário, que é apresentado em DVD duplo com um show completo da Gangrena, acontece dentro do festival In-Edit Brasil 2013, em São Paulo. Os cariocas participam no dia 11. Além da exibição do trabalho, a banda fará um show especial, com a presença de antigos integrantes, como os vocalistas Chorão e Paulão.
O DVD “Desagradável” marca também uma fase de trabalhos intensos que vai começar. “Hoje a gente é uma banda de tio, hoje temos vontade de trabalhar, não só de transgredir”, garante Arede.
Os próximos passos que serão mostrados incluem a trilha sonora de um curta metragem, muitos shows e, principalmente um novo disco. A banda já tem sete músicas compostas e promete mexer com muita gente – uma delas, por exemplo, fala dos vegetarianos que “pregam” sua filosofia. Uma coisa é certa: vem podreira da boa pela frente!
Confira 15 minutos do show no Inferno, que compõe um DVD do lançamento duplo:

Por: Heavy Nation às 07h02 AM
Ex-integrantes do Pantera se juntam ao Anthrax e homenageiam Hanneman em premiação; assista
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Heavy Nation 100: Max Cavalera fala de Sepultura e Sarcófago; ouça

A morte do guitarrista do Slayer, Jeff Hanneman, acabou sendo o centro das atenções no tradicional Revolver Golden Gods Awards 2013, premiação do Metal realizada nos Estados Unidos, pela revista Revolver. Entre as homenagens, uma das mais marcantes foi com uma micro-reunião do Pantera, com Phil Anselmo e Rex Brown voltando a tocar juntos.
Ouça os clássicos do Slayer na Rádio UOL
Durante o evento, o Anthrax subiu no palco acompanhado pelo vocalista Anselmo e pelo baixista Brown, que também foram companheiros de longa data no Down, mas que haviam dissolvido a parceria. Conversas sobre uma reunião do Pantera sempre rolam, mas o ausente neste palco, Vinnie Paul, irmão do falecido Dimebag Darrell, é contra. Nos constantes rumores, quem assumiria a guitarra seria Zakk Wylde.
Phil Anselmo anunciou que tocariam uma música do Pantera e “This Love” foi escolhida, sendo ovacionada pelo público da premiação. Em seguida, eles emendaram um trecho de “Raining Blood”, clássico máximo do Slayer.
Veja a homenagem a Hanneman, fundador do Slayer que morreu nesta quinta-feira, de insuficiência hepática, aos 49 anos.
Leia a cobertura completa sobre a morte de Hanneman no UOL Música
Por: Heavy Nation às 11h35 AM
Torture Squad começa gravar novo álbum
HN #100: "O Wagner (Sarcófago) era um hipócrita", diz Max Cavalera. Ouça

Da esq. p/ dir.: Amilcar Christófaro (bateria), Castor (baixo) e André Evaristo (guitarra/vocal)
Em meio às celebrações dos vinte anos da primeira gravação da banda, o Torture Squad se prepara para gravar o seu sétimo disco da carreira. As gravações serão no Norcal Stúdios em São Paulo com a produção de Brendan Duffey, repetindo a parceria iniciada no álbum anterior Aequilibrium, de 2010.
As gravações ocorrerão entre abril e julho, dando uma parada em maio com a banda partindo para a turnê europeia Speed of Sound, com Artilhery, Gama Bomb e Tantara.
O novo álbum será o primeiro conceitual da banda, contando em ordem cronológica, os vinte e um anos (1964-1985) em que o país viveu sob uma ditadura militar.
Por: Heavy Nation às 11h27 AM
Heavy Nation 100 traz Max Cavalera falando de Soulfly, Sepultura e Sarcofago e um top 10 do Metal nacional
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O Heavy Nation chega à marca de 100 edições e, para comemorar esta data especial, o programa traz o maior ícone brasileiro do Metal: Max Cavalera. O vocalista e guitarrista que ficou famoso no Sepultura e que hoje lidera o Soulfly e o Cavalera Conspiracy bateu um longo papo por telefone, direto de Phoenix, nos Estados Unidos. Além disso, a seleção musical é diferenciada, com um top 10 das músicas mais emblemáticas do Metal nacional.
HN #100: Ouça aqui a entrevista completa e o top 10
Entre provocações ao Sarcófago e explicações do sucesso do último álbum do Soulfly, "Enslaved", Max também falou muito sobre o Sepultura e deixou claro que, por ele, a reunião já teria acontecido.
"Teve uma época que até liguei para o Andreas e falei: 'Vamos fazer, cara, mostrar para o mundo como era foda essa banda'. Todo mundo quer ver, até meus filhos. Então eu queria fazer pelos fãs e pelos meus filhos. Pela minha parte, já teria rolado. Nunca escondi. Depende deles, se eles querem fazer ou não. Não está nas minhas mãos", declarou Max.
O vocalista também disse que nunca escutou o Sepultura com Derrick Green, mesmo para ouvir os trabalhos com o irmão Igor, e mostrou sinceridade ao falar que não sente saudades dos tempos de auge do grupo, mas sim dos primórdios.
"Na época do Roots foi uma merda, muito stress. Eu bebia muito, tomava remédio, me intoxicava pra caralho para poder ir pra frente. Eu prefiro agora, estou em paz com o que tenho. A fase que sinto falta é do começo, quando a gente era unido: era a gente contra o mundo. Não tinha nenhum obstáculo que a gente não podia passar por cima", relembrou ele.
Max abordou prolongadamente a desavença com Wagner, do Sarcófago, e usou bons palavrões para dizer o que pensa do desafeto e também comentou seus variados projetos, como o novo disco do Soulfly, o projeto com os vocalistas do Mastodon e do The Dillinger Scape Plan e uma biografia.
Confira, além da entrevista, quais bandas e quais sons entraram na lista do Top 10 de musicas mais emblemáticas do Metal nacional, na escolha dos apresentadores Fernanda Lira, Júlio Feriato e Maurício Dehò.
HN #98: Angra fala sobre Andre Matos, Edu Falaschi e a procura do novo vocal
Por: Heavy Nation às 02h02 AM
Vídeo inova e conta história de clássico do Kiss do ponto de vista de "Beth"
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Todo mundo já ouviu “Beth”, a balada mais famosa do Kiss, que está no clássico “Destroyer”, de 1976, e segue emocionando fãs mundo afora. Mas e se você visse uma interpretação desta mesma música, mas do ponto de vista de quem é retratada nas letras, a própria Beth?
Foi isto que a produtora Crispin Porter + Bogusky fez em um vídeo lançado esta semana por seu diretor executivo de criação, Bob Winter. O curta de pouco mais de 4 minutos se passa nos anos 1970 e retrata Beth ao telefone com um ator fantasiado de Peter Criss.
Se a letra deixa no ar o que estaria acontecendo com Beth enquanto o baterista e vocalista Peter Criss está "tocando com os caras, mas não pode ir para casa agora", o vídeo do ponto de vista da mulher dá uma versão curiosa. Beth aparece em casa, ao telefone, cozinhando para os filhos e cada vez mais nervosa com o atraso. Bom, mas os detalhes ficam para o vídeo.
O diretor conta que sua ideia foi baseada em uma vontade de fazer vídeos fictícios partindo de coisas mais reais. A próxima canção, promete ele, será Jump, do Van Halen: "Na verdade, ela fala de um integrante da banda ajudando o outro a se desviar de um cocô de cachorro. Algo sério assim", contou ele, ao site Adweek.
Veja a versão do ponto de vista de Beth e acompanhe a letra do clássico abaixo:
Beth, I hear you callin'
But I can't come home right now
Me and the boys are playin'
And we just can't find the sound
Just a few more hours
And I'll be right home to you
I think I hear them callin'
Oh, Beth what can I do
Beth what can I do
You say you feel so empty
That our house just ain't a home
And I'm always somewhere else
And you're always there alone
Just a few more hours
And I'll be right home to you
I think I hear them callin'
Oh, Beth what can I do
Beth what can I do
Beth, I know you're lonely
And I hope you'll be alright
'Cause me and the boys will be playin'
All night
Firehouse e Texas Hippie Coalition se apresentam no Manifesto Rock Bar neste final de semana

Duas bandas americanas prometem agitar o Manifesto Rock Bar, em São Paulo, neste fim de semana. A primeira delas é a Firehouse, que se apresentará pela primeira vez em São Paulo na festa "Hard Live", que será realizada no dia 27 de abril (sábado), a partir das 18h, no Manifesto Bar. A abertura é da banda Paradise Inc.
Assista ao videoclipe de "Reach for the Sky", um dos grandes hits do Firehouse nos anos 90:
Serviço – "Festa Hard Live":
Atração: Firehouse + outros
Data: sábado, 27 de abril
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 18h (a festa avança até a madrugada)
Pista 1º lote promocional: R$ 100
Pontos de venda: Manifesto Bar e Animal Records (Galeria do Rock)
Vendas online em www.ticketbrasil.com.br
Manifesto Bar - www.manifestobar.com.br

E no domingo (28) é a vez do Texas Hippie Coalition. Os ingressos na capital paulistana já estão à venda. Mais informações no serviço abaixo.
Formada em 2004, o Texas Hippie Coalition foi uma das atrações da Virada Cultural de São Paulo 2012. Recentemente, eles fizeram algumas apresentações ao lado do Lynyrd Skynyrd pelos EUA. A influencia deles é basicamente Willie Nelson, Waylon Jennings, ZZ Top, Lynyrd Skynyrd, Molly Hatchet, Black Label Society e Pantera.
Assista a excelente perfomance do Texas Hippie Coalition na Virada Cultural:
Serviço:
Data: 28/04
Local: Manifesto Bar
End: Rua Iguatemi, 36 - Itaim Bibi
Hora: 18h (abertura da casa) | 20h (shows)
Banda convidada: Mad Old Lady
Valor: R$ 80,00 (1° lote promocional-estudante) | R$ 150,00 (camarote)
Pontos de venda: Galeria do Rock (Animal Records, Die Hard, Consulado do Rock, Paranoid) | Manifesto Bar | Metal CDs (Santo André)
Venda online: Ticket Brasil
Infos: (11) 3168.9595 - www.manifestobar.com.br
Links relacionados:
http://www.thcoutlaw.com/
http://www.myspace.com/texashippiecoalition
http://www.twitter.com/thcofficial
http://www.youtube.com/thcofficial
http://theultimatepress.blogspot.com/
Por: Heavy Nation às 03h03 PM
Demon Hunter promete shows inesquecíveis no Brasil; leia entrevista com o vocalista Ryan Clark
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“As bandas de metal cristão hoje tem mais respeito do que antigamente”
Após alguns anos de espera, a banda norte-americana de metalcore Demon Hunter finalmente desembarca no Brasil para duas apresentações. Ryan Clark (vocal), Patrick Judge (guitarra), Jeremiah Scott (guitarra), Jonathan Dunn (baixo) e Yogi Watts (bateria) se apresentam em São Paulo (27/04 - Inferno Club) e Rio de Janeiro (28/04 - Teatro Odisséia).
Atualmente, o grupo trabalha na divulgação do seu último CD “True Defiance”, lançado em 2012. Com ótimas críticas, o álbum impulsionou uma longa turnê mundial, que incluiu shows ao lado de grandes bandas como In Flames nos Estados Unidos e Canadá, uma passagem pela Austrália e a então, muito esperada, turnê sulamericana.
Em entrevista exclusiva à The Ultimate Music, o vocalista Ryan Clark comenta sobre o mais recente álbum da banda “True Defiance”, a sua expectativa de tocar pela primeira vez no Brasil e revela como as bandas de metal cristãs ganharam mais respeito com o passar dos anos.
Por Juliana Lorencini
Edição Costábile Salzano Jr
Esta é a primeira vez que vocês vêm ao Brasil, sendo assim, qual é a expectativa de vocês para os shows no país?
Ryan Clark: Temos recebido milhares de convites para tocar no Brasil durante os últimos anos, então esperamos uma boa oportunidade para irmos à América do Sul. Ouvimos que os fãs ai são incríveis! E estamos muito animados para que finalmente possamos tocar por aí!
Qual o seu principal cuidado ao montar um setlist para uma nova turnê? O fato de ser a primeira vez que vocês tocam no Brasil influencia a escolha das músicas?
Gostamos de ter certeza que tocamos uma boa seleção de antigas e novas músicas. Definitivamente queremos incluir o maior número de singles e as músicas favoritas dos fãs. Quanto mais álbuns lançamos, mais difícil é escolher, mas acredito que o setlist será muito bem recebido.
Antes de tocar aqui vocês estavam em turnê com o In Flames. Como foi está turnê pela América do Norte em geral?
Essa foi uma turnê inacreditável. Uma das melhores que nós já fizemos! Nos divertimos muito conhecendo o In Flames e as outras bandas que estavam nesta turnê, e os shows foram ótimos! Foi uma honra pode tocar ao lado de uma banda que todos nós temos tido muita consideração nos últimos 15 anos. O In Flames sempre foi uma influência para nossa música, então foi incrível dividir essa experiência com eles.

Vocês lançaram “True Defiance” em 2012. Este é o sexto álbum de estúdio da sua carreira. Como foi o processo de composição e gravação deste álbum? Gostei muito da arte da capa, quem a desenhou?
A ilustração da capa foi criada por um artista chamado Justin Kamerer e você pode saber mais sobre ele acessando seu site neste link: angryblue.com. O processo de gravação de “True Defiance” foi bem parecido com a forma como costumamos trabalhar. Temos nosso processo abaixo para uma ciência nesse ponto. Gosto de estar extremamente preparado quando entramos em estúdio e a experiência de estar em estúdio assim é mais interessante, porque você é capaz de ouvir novas e interessantes partes adicionadas a músicas que ficaram intocadas por meses.
Minhas impressões sobre “True Defiance” são de que os vocais estão mais agressivos e nos lembram os primeiros álbuns do Demon Hunter, assim como as guitarras e bateria merecem certo destaque e soam um pouco diferente dos últimos álbuns. Você concorda com isso?
Há definitivamente um salto no tecnicismo em “True Defiance”. Nós sempre tentamos colocar nossas respectivas habilidades para teste em cada novo álbum. Certamente, não somos a banda mais rápida ou mais técnica, mas dentro do contexto que o Demon Hunter está, tentamos empurrar esses limites. O que resultou em “True Defiance” com ritmos mais rápidos, as guitarras mais técnicas, mais variedade nas estruturas das músicas e uma gama mais ampla vocal.

Ainda falando sobre “True Defiance”, como tem sido o retorno por parte dos fãs e da mídia em relação ao novo álbum?
A resposta do álbum tem sido muito positiva. Você nunca vencerá a todos, mas se eu estou falando em nome dos fãs mais antigos, o que temos ouvido tem sido muito encorajador.
“My Destiny” foi o primeiro single de “True Defiance” e ganhou um videoclipe. Como foi a sessão de gravação do vídeo?
Gravar o vídeo foi ótimo. Gostamos de nos divertir fazendo nossos vídeos, então o clima no set é sempre muito descontraído. A filmagem foi feita ao longo de um dia muito extenso e o diretor filmou o resto da história (com os adolescentes) no final de semana seguinte. Ficamos muito satisfeitos com o resultado final.
Vocês são uma banda de metalcore com temática cristã. Quando decidiram começar a compor sobre esse tema?
Nos termos de um tema espiritual, a banda é meramente uma extensão da minha visão de um mundo pessoal. Se eu fosse escrever sobre algo diferente, isso pareceria falso para mim. Em última análise, não houve decisão de criar este tema para a banda, isso só ocorreu em virtude de nossas crenças.
Pelo fato de vocês serem uma banda cristã, em algum momento isso os atrapalhou durante a carreira? Ainda hoje, após muitos anos de banda e com sucesso reconhecido, vocês ainda sentem algum tipo de preconceito?
Haverá sempre críticos que julgam a banda apenas em nossa posição espiritual, isto é inevitável. Entretanto, parece que essa questão é menos de uma preocupação dos fãs de Heavy Metal hoje do que era há uma década. Sempre houve um bom número de bandas cristãs que ajudaram a legitimar o gênero desde sua inserção e não acredito que isso tenha as pessoas como confusas ou adversas como no passado. Bandas cristãs costumavam ser infames por oferecer uma “versão cristã de” o que fosse popular na época - mais especificamente, eram notórios por roubar bandas não-cristãs de uma forma bastante ostensiva. Como a cena cresceu e mudou, muitas bandas cristãs tem pavimentado seu jeito único e original, e, portanto seguido de mais respeito. Hoje somos uma banda de respeito.
Quais foram suas principais influências musicais no início da carreira?
Nossas maiores influências em termos musicais foram e são: Machine Head, Sepultura, Pantera, Fear Factory, Soilwork, In Flames, Deftones, Slipknot, Metallica, Prong, Scar Symmetry, Helmet, entre muitos outros.
Atualmente o que vocês têm ouvido? De alguma forma isso os influencia durante o processo de composição de um novo álbum?
Não sou movido freqüentemente por um novo álbum de metal, então muito do que eu escuto é de fora do nosso gênero. Tento a ficar mais excitado com música eletrônica, ou algum pop ou rock... Escuto muito de muita coisa e penso que tudo de alguma forma informa minha escrita. Penso que escutar gêneros fora do metal ajuda o Demon Hunter a ficar acima de muitas bandas de metal de uma forma única.
Muito obrigada pela entrevista e, por favor, deixe um recado para o público brasileiro.
Vejo vocês em breve!
Assista o videoclipe da música “My Destiny”
Links relacionados:
http://www.demonhunter.net/main.php
http://www.twitter.com/demonhunterband
http://www.myspace.com/demonhunter
http://www.youtube.com/demonhuntermusic
Serviço São Paulo
Dark Dimensions apresenta Demon Hunter
Data: 27 de abril de 2013 - sábado
Local: Inferno Club
Endereço: Rua Augusta, 501 - Centro (próximo ao Metrô Consolação)
Hora: 20h | Abertura da casa: 18h
Valor: R$ 70,00 (Pista Promocional Antecipada) e R$ 100,00 (pista no dia)
Venda online: http://ingressosparashows.com.br
Censura: 15 anos
Proibida a entrada de câmeras profissionais
Serviço Rio de Janeiro
Data: 28 de abril de 2013 - domingo
Local: Teatro Odisséia
Endereço: Rua Riachuelo, 20 - Centro
Hora: 20h30 | Abertura da casa: 18h
Valor: R$ 70,00 (Pista promocional antecipada e estudante) | R$ 140,00 (pista no dia conforme disponibilidade)
Venda online: http://www.ingressosparashows.com.br
Censura: 15 anos
Proibida a entrada de câmeras profissionais
Por: Heavy Nation às 11h07 PM
HN #99: Veteranos do MX contam tudo sobre a volta da banda, em edição com Mastodon, Slayer e Destruction
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Do cenário underground dos anos 1980 a 2013, o MX saiu do ABC paulista para influenciar o Thrash Metal. Após uma longa pausa, a banda recentemente se reuniu e retomou a rica carreira que construiu na cena brasileira. O Heavy Nation traz entrevista com a banda, além de sons de Mastodon, Slayer e Destruction.
O MX lançou quatro discos entre 1988 e 2000 e tocou ao lado de grandes nomes nacionais e gringos durante a carreira. No entanto, percalços pelo caminho acabaram numa longa pausa, como explicaram Alexandre Cunha e Morto, no estúdio da Rádio UOL.
O grupo retornou em 2012, chegou a abrir o show do Arch Enemy e está preparando um disco com regravações de antigos sons, para mostrar a força das composições com a atual qualidade de gravação. Um DVD também está nos planos, com imagens do passado e desta volta aos palcos e ao estúdio.
A edição de número 99 do Heavy Nation também traz uma seleção musical pesada. Entre os lançamentos, Heaven Shall Burn e um som ao vivo do Iced Earth, com Stu Block mostrando seu potencial no lugar de Matt Barlow. Entre os clássicos, sons como o do Mastodon - do aclamado “Blood Moutain”, de 2006 - e uma dupla feroz inspirada no MX: Slayer e Destruction.
Confira também quem levou a melhor no Metal Judgement. Alexandre e Morto escolhem entre Kliav, JackDevil e Arthanus. Quem será que teve seu som tocado na íntegra? Confira!
Woslom: teaser do novo álbum 'Evolustruction' está disponível

O grupo paulista WOSLOM acaba de disponibilizar a primeira pista de como soará o novo trabalho. O primeiro teaser está disponível!
Como revelado, o título do álbum será Evolustruction espécie de jogo com as palavras 'Evolution' e 'Destruction', imagem corriqueira nos dias de hoje. A capa ficou a cargo do artista João Duarte e a gravação mais uma vez no Studio Acustica, em São Caetano do Sul juntamente com o engenheiro de som Danilo Pozzani.
O tracklist das nove músicas que compõem o trabalho ficou:
Evolustruction
Haunted by the Past
Pray to Kill
River of Souls
No Last Chance
New Faith
Breathlless (Justice's Fall)
Purgatory
Confira o teaser:
Contato para shows e merchandise: woslom@woslom.com
Sites Relacionados:
www.woslom.com
www.metalmedia.com.br/woslom
www.corrosivemusik.com
Por: Heavy Nation às 05h42 AM
Sax vira tendência no Metal e faz "par" com a guitarra; conheça bandas que usam o instrumento
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Por Maurício Dehò
O Metal costuma ser feito de voz, guitarra, baixo e bateria, mas instrumentos diferentes vêm sendo usados há muito tempo para dar um novo tempero às composições, como flauta, sanfona, violino e tantos outros. Entre os que ainda buscam um espaço dentro do gênero, o saxofone é um dos que parece ter encontrado mais dificuldades, mas que recentemente virou tendência em bandas mais ousadas.
Se uma banda como os mestres do grindcore Napalm Death fizeram uso do instrumento, é porque aí tem. E não foram só eles. Os noruegueses do Shining (que ilustram esta matéria) utilizam abundantemente este som, o ex-líder do Emperor, Ihsahn, também, e até o novo grupo brasileiro Fanttasma entrou na onda.
Depois de trabalhar no Eternal Malediction e no Torture Squad, o guitarrista Rafael Augusto Lopes lançou o projeto Avant Garde Fanttasma, e entre as diversas viagens de seu som calcado no Black Metal - mas não limitado -, incluiu o sax.
“A idéia já era antiga, há muito tempo eu queria somar o sax com guitarra, acho que a mistura de timbres entre esses dois fica perfeita”, contou ele ao Heavy Nation, sobre a música “The Night Fever”, que conta com um saxofonista. “O Herrera não é do Metal, mas curte o estilo e pirou nas idéias do Fanttasma.
A textura diferente que o sax traz às músicas é que atraiu os grupos a buscarem essa inovação. Com uma característica de solo, como acontece com parte das funções da guitarra, o instrumento aparece tanto em momentos mais cheios de melodia, quando em solos sujos e velozes ao limite.
É o caso do que o Shining (NOR) faz, e também da experiência feita pelo Napalm Death no disco mais recente, Utilitarian. Neste último caso, quem tocou foi John Zorn, saxofonista e multi-instrumentista já conhecido por fundir diversos tipos de música, entre elas jazz e Metal.
“Eu acho animal essa mistura, sempre gostei. O Napalm Death usou sax no Utilitarian e ficou perfeito também. Tenho ouvido muito Shining (NOR), lembra um pouco Ulver, só que mais jazz. A textura que a soma do sax com guitarra cria é, pra mim, algo único”, completou Lopes.
Vale lembrar que o Dream Theater usou saxofone há muito tempo, em Another Day, que você ouve mais abaixo. Confira na prática a "tendência":
Os malucos do Shining (NOR) - "I Won't Forget", do álbum One One One
Fanttasma - "The Night Fever", do álbum Another Sleepless Night
Napalm Death - "Everyday Pox", do álbum Utilitarian
Ihsahn - "On the Shores", do álbum After
Dream Theater - "Another Day", do álbum Images & Words
Amorphis: - "Alone", do álbum Am Universum
Bônus track:
Pra completar o papo instrumentos de sopro, tem uma banda aí querendo inovar com um "Trombone Metal" (em inglês eles se chamam de Brass Metallers). Eles são de Montréal, no Canadá, e tocam assim, como você pode ver em "The Cost":
Fotos: Divulgação
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Cradle of Filth: show em SP terá merchandising oficial à venda

Restam poucos dias para a única apresentação da banda Cradle of Filth, um dos nomes mais importantes da música extrema mundial, no Brasil. O show está confirmadíssimo para o próximo dia 20 de abril, no Carioca Club, em São Paulo, e os fãs brasileiros tem bom motivo para comemorar. A produtora Dark Dimensions informa que o merchandising oficial do evento venderá a camiseta que celebra esta nova passagem do grupo pela América Latina. Uma foto do material está disponível em http://bit.ly/Zxl7pD.
Neste momento, Dani Filth (vocal), Paul Allender (guitarra), James McIlroy (guitarra), Daniel Firth (baixo), Martin Skaroupka (bateria) e Caroline Campbell (teclado) estão em plena turnê promocional do álbum "The Manticore and Other Horrors". Os fãs brasileiros interessados em conferir ao espetáculo podem comprar os ingressos nas bilheterias do Carioca Club, na Galeria do Rock (lojas Lady Snake, Hellion e Profecias) e pela internet (http://www.ingressosparashows.com.br). As entradas custam de R$ 70,00 à R$200,00.
Além disso, os músicos recentemente confirmaram meet ang greet, no próximo dia 19 de abril, das 19h às 21h, no Carioca Club. Todas as informações e regras para este encontro estão em http://www.ingressosparashows.com.br.
Recentemente, o guitarrista Paul Allender enviou mensagem aos fãs em https://www.facebook.com/photo.php?v=521085817938290.
Links relacionados:
http://www.cradleoffilth.com
http://www.theorderofthedragon.com
http://www.facebook.com/cradleoffilth
http://www.youtube.com/cradleoffilth
http://www.twitter.com/OfficialCoF
http://www.darkdimensions.com.br
http://theultimatepress.blogspot.com.br
Serviço São Paulo
Dark Dimensions orgulhosamente apresenta Cradle of Filth
Data: 20/04/2013
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros Sao Paulo
Horário: Portas – 18h / Cradle of Filth 19:30
Pontos de venda: Carioca Club e Galeria do Rock (Lady Snake, Hellion, Profecias – Galeria)
Venda Online: www.ingressosparashows.com.br
Pista: R$ 70,00 (estudante) | R$ 140,00 (inteira)
Camarote: R$ 100,00 (estudante) | R$ 200.00 (inteira)
Infos: (11) 3813.8598
Imprensa: (13) 9161.6267 – press@theultimatemusic.com
Classificação etária: 16 anos
Cartaz: http://bit.ly/15CFQio
Por: Heavy Nation às 05h27 PM
Live N Louder não tem o público esperado, mas supera percalço com apresentações impecáveis
Por Julio Feriato / Fotos: Irisbel Mello / Junior Lago

O festival Live N Louder estava sendo anunciado desde o ano passado e reuniu no Espaço das Américas, em São Paulo, as bandas Molly Hatchet, Sodom, Loudness, Metal Church, Angra (a única brasileira) e como headliner, os americanos do Twisted Sister. O público estimado era de pelo menos 8 mil pagantes, mas nem metade disso compareceu ao local. Muitos culparam o preço alto dos ingressos (cerca de 300 reais) e também o fato do dia escolhido ser um domingo.

Bruno Sutter, da MTV
Bruno Sutter foi o mestre de cerimônias e anunciou que estaria lutando para que o saudoso Fúria Metal voltasse à programação da MTV. Lógico que é uma ótima noticia, mas para a maioria fica uma dúvida: o próprio Bruno irá apresentar o programa como ele mesmo ou como Detonator? Esperamos sinceramente que a primeira opção seja a escolhida.

Integrantes do Molly Hatchet
Com alguns minutos de atraso, os americanos do Molly Hatchet começaram a tocar e foram recebidos com receio, já que a grande parte da plateia não os conhecia. Mas o grupo conquistou a todos com seu Southern Rock. Tá certo que depois de uns trinta minutos o show começou a cansar, afinal de contas a maioria estava ali para assistir as bandas de Heavy Metal. Mas o público assistiu atento e demonstrou respeito pelos sessentões, que aliás, demonstraram tremenda simpatia, principalmente o sorridente guitarrista Bobby Ingram.

Tom Angelripper, do Sodom
Para alegria daqueles que não aguentavam mais rock setentista e estavam famintos por Heavy Metal de verdade, o Sodom entrou em seguida e não deixou pedra sobre pedra. Os alemães divulgam seu novo álbum intitulado Epitome of Torture e tocou vários clássicos como "Agent Orange", "Blasphemer", "Surfin' Bird" (cover do The Trashmen), "Sodomy and Lust" e "The Vice of Killing". O único porém era o som da guitarra de Bernemann (Bernd Kost) que estava um pouco abafado. De qualquer maneira, foi uma apresentação impecável, como já era de se esperar do Sodom.

Iuri Samson (Hibria) assumiu os vocais do Loudness
Os japoneses do Loudness se apresentaram pela primeira vez no Brasil e inicialmente trariam o vocalista americano Michael Vescera, que gravou os álbuns Soldier of Fortune (1989) e On the Prowl (1991). Mas para a surpresa de todos quem assumiu o posto foi o brasileiro Iuri Samson, do Hibria (banda gaúcha bastante conhecida fora do Brasil, principalmente no Japão, onde já gravaram um DVD ao vivo). A explicação foi que por causa de uma nevasca, Vescera não conseguiu embarcar nos Estados Unidos para vir ao Brasil. Mas não fez falta! Iuri além de ter carisma é um ótimo vocalista e cantou todas as músicas sem dificuldade alguma. Clássicos como "Crazy Nights", "Heavy Chains" e "Soldier of Fortune" foram ovacionados por aqueles que há anos esperavam assistir a uma apresentação do grupo japonês por aqui.

Ronny Munroe, vocalista do Metal Church
O Metal Church sem sombra de dúvidas era a atração mais esperada da noite, até mais do que o Twisted Sister (que já tocou no Brasil em outras ocasiões), pois assim como o Loudness, era a primeira vez que a banda tocava por aqui. Dias antes chegou-se a comentar nas redes sociais que tocariam na íntegra o debut LP de 1984, mas isso não aconteceu. Mesmo assim, a banda concentrou seu setlist com músicas dos dois primeiros Lps e abriu com "Torn of Bricks", do clássico The Dark (1986), seguida de "Start the Fire". Foi uma apresentação impecável, com destaque para o vocalista Ronny Munroe, com seu timbre potente e agressivo. "Watch the Children Play" e "Metal Church" encerraram o show com maestria, mas a banda pisou feio por não tocar a clássica "Beyond the Black", com certeza uma das mais esperadas pelos fãs.

Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, do Angra
O Angra entrou no palco com atraso e nem preciso dizer que isso foi péssimo. Mas a culpa não foi da banda, mas da organização do evento, que apesar de ter sido excelente em vários aspectos, falhou no quesito pontualidade; afinal de contas, era domingo a noite e muitos teriam que acordar cedo para trabalhar na segunda.

Fabio Lione e Felipe Andreoli
Mesmo com Fabio Lione (Rhapsody of Fire) temporariamente como vocalista, não há como negar que o Angra não goza mais da mesma popularidade de outrora, e isso ficou evidente neste Live N Louder. O público não chegou a ser apático, mas também não se empolgou talvez pelo fato do set list não ter sido dos melhores. Abriram com Nothing to Say (onde ficou nítido que nem Fabio Lione aguenta cantar algumas notas mais agudas) e seguiram com a fenomenal Waiting Silence, talvez uma das melhores composições do grupo. A partir daí a coisa esfriou com Silence and Distance, seguida de Gentle Change, Millennium Sun e Rebirth, todas músicas mais lentas. Quando parecia que iria esquentar ao executarem os primeiros trechos de "Carry On", pularam de repente para "Nova Era", que fechou o curto set.

Depois de presenciar uma apresentação como essa, fica impossível não se perguntar o porquê de não terem tocado "Carry On"; aliás, por que resumir um show com tantas músicas lentas, sendo que poderiam ter animado de verdade com clássicos como "Evil Warning", "Angels Cry", "Spread Your Fire" ou "Acid Rain" e outras bem mais legais que a banda tem? Com isso chego a uma conclusão: para que o Angra recupere o prestigio que tinha até alguns anos atrás, é mais que necessário encontrar um vocalista que seja melhor ou no mínimo à altura dos anteriores e gravar um álbum que não siga o exemplo dos últimos trabalhos.

Era quase meia-noite quando o Twisted Sister finalmente subiu ao palco abrindo com a clássica "You Can't Stop Rock 'n' Roll". Mesmo sem a maquiagem que os caracterizou nos anos 80, o show agradou em cheio a todos os velhos headbangers que cresceram ao som de "I Wanna Rock", "Under the Blade", "Stay Hungry" e "We're Not Gonna Take It". Dee Snider continua com um vigor incrivel, assim como os outros membros (apesar da maioria ali estar com muitos quilos a mais).
Apesar do pouco público, o Live N Louder foi um dos melhores eventos que aconteceram nos últimos anos em São Paulo. Espero sinceramente que a Top Link não desanime e continue a realizar outras edições do festival, pois é uma pena ver uma produção tão grande como essa ter tido um número tão pequeno de pagantes. Com tudo isso, não posso discordar das palavras escritas pelo colega Edu Rox (Lokaos Rock Show), onde concordo em gênero, número e grau.

Por: Heavy Nation às 02h25 AM
Sobre os autores
Paula Baldassari começou a ouvir heavy metal aos 11 anos por causa do Metallica e, desde então, sua paixão pelo estilo só cresceu. Já foi colaboradora de revistas como Rock Hard Valhala, Rock Brigade, Comando Rock e de sites especializados como Whiplash e Live Rock. Foi apresentadora do DDO na Brasil 2000 FM e atualmente é uma das locutoras da Radio Eldorado FM.
Julio Feriato cursou a faculdade de Letras, mas sempre sonhou em ser jornalista especializado em música. Para suprir tal anseio, editou o fanzine "Shadows" (1995); em 2004, foi um dos principais colaboradores do extinto site gaúcho "Metal Attack".
Sobre o blog
Heavy Nation é um programa da Rádio UOL especializado em heavy metal. O programa nasceu da necessidade de divulgar bandas independentes, que não encontram espaço na grande mídia, e também traz clássicos do estilo.
No blog Heavy Nation, você encontra informações extras e conteúdos que não foram apresentados no programa - entrevistas, vídeos, resenhas de shows e álbuns, além de notícias sobre o que acontece na comunidade metal do Brasil e do mundo.





